Na sequência do sismo ocorrido na Venezuela e dos significativos
impactos registados nas populações e infra-estruturas afectadas, a Região
Autónoma da Madeira vai enviar um contingente de 18 operacionais, que fazem parte de uma Força Operacional
Conjunta, com operacionais dos Açores, especializada em operações de busca,
localização e salvamento de vítimas.

Em nota emitida é explicado que a missão enquadra-se nos "princípios de solidariedade, cooperação
internacional e assistência humanitária, contribuindo para o reforço da
capacidade de resposta em cenários de catástrofe de elevada complexidade."

A comitiva madeirense conta com seis operacionais do Serviço
Regional de Proteção Civil, 11 operacionais dos Corpos de Bombeiros da Região
e um médico da Equipa Médica de Intervenção Rápida (EMIR).

“A composição multidisciplinar da nossa equipa permite assegurar
capacidades complementares de busca e salvamento, apoio médico, reconhecimento
aéreo, telecomunicações, comando e coordenação operacional”, explica Richard
Marques, presidente do Serviço Regional de Protecção Civil.

Por sua vez, a secretária regional de Saúde e Proteção Civil
destaca que a presença desta Força Operacional Conjunta representa muito mais
do que a coordenação de esforços em situações de emergência. “Simboliza o
espírito de solidariedade que une homens e mulheres em prol da vida. Em cada
ação, desde o resgate até o apoio humanitário, manifesta-se um compromisso
coletivo com o bem-estar do povo venezuelano. Como foi dito desde a primeira
hora, a solidariedade é o alicerce de todas as operações, que irá fortalecer a união
entre instituições e a comunidade local, transformando desafios em
oportunidades de cooperação. É na partilha de esforços, na empatia e na
dedicação ao próximo que esta equipa está preparada para a missão, com o
objectivo de proteger, servir e devolver esperança, mostrando que juntos somos
mais fortes diante de qualquer adversidade”, diz Micaela Freitas.

A Força Operacional Conjunta será projectada com capacidade de
autossuficiência logística para um período correspondente à duração da missão,
estimada em 12 dias, garantindo alojamento, alimentação, abastecimento de água,
comunicações, apoio sanitário e material operacional na área dos escoramentos,
levando ao cumprimento das tarefas atribuídas.

Todos os elementos destacados já cumpriram os requisitos
sanitários e de vacinação aplicáveis ao país de destino, bem como as
orientações emitidas pelas autoridades de saúde competentes.