“Estaremos em condições Sr. reitor de agora criar o curso, a
licenciatura ou o mestrado, em Atmosfera, Oceano e Clima, já que temos tudo
isto ao nosso dispor”, convidou Elsa Fernandes o reitor da Universidade da
Madeira esta manhã, na apresentação oficial dos dois submarinos adquiridos pela
Região para investigação, um momento histórico, declarou a secretária regional
de Educação, Ciência e Tecnologia.
“Este projecto nasce de um sonho, mas de um sonho acompanhado
com visão, visão estratégica do que é que era importante para potenciar a
investigação e o trabalho na área da ciência”, frisou Elsa Fernandes,
acrescentando que os novos equipamentos vão servir a investigação não apenas na
área dos oceanos, mas também nas áreas da atmosfera oceânica e do clima e que
vão servir não apenas a ARDITI, mas também a Universidade da Madeira.
A secretária regional de Educação, Ciência e Tecnologia
recorda que a aposta foi anterior ao PRR, com a criação de um contrato-programa
no valor de 4,7 milhões de euros. Com o PRR surgiu a possibilidade de incluir o
Drix, os submarinos e o navio oceânico no conjunto. O Governo entrou com 1,5 milhões
de euros, sendo os restantes 20 milhões verbas comunitárias.
A par do investimento do PRR, segundo a governante, o Governo
investiu 6 milhões de euros ao longo de três anos no Observatório Oceânico da
Madeira, comprando outros equipamentos e reforçando as equipas. “Tudo isto
precisa de pessoas para poder ir mais além e mais profundamente, justificou.
“É um momento histórico, estamos de facto em condições de
potenciar a investigação que se faz na Madeira”, disse, antes de dirigir-se a
Silvio Ferenandes para sugerir agora a criação
do curso, a licenciatura ou o mestrado,
em Atmosfera, Oceano e Clima, tirando partido dos equipamentos ao dipor e em vias
de chegar. “É portanto é um momento único para conseguirmos alavancar tanto a
formação como a investigação que se faz e criar protocolos com centros de
investigação tão importantes como o NOC”.
Elsa Fernandes está confiante que os dois veículos autónomos
de profundidade (AUV) bem como o drix, o navio e os restantes equipamentos
serão usados não apenas para a investigação da ARDITI, UMa e de equipas
nacionais e estrangeiras, mas para outras que a Região considere últeis. “Há de
ser utilizado para outras utilizações que a Madeira veja nestes equipamentos
utilidades. A Madeira está hoje um pouco mais rica, quer em termos de ciência,
eventualmente de ensino, e também no geral”, concluiu.

