O deputado madeirense do Chega (CH) na Assembleia da República disse que o ministro da Administração
Interna está a "tentar impor às forças de segurança uma visão
ideológica baseada no multiculturalismo e na diversidade", considerando Francisco Gomes que essa
orientação de Luís Neves "tem contribuído para o enfraquecimento da autoridade policial e para
o agravamento de problemas de segurança em vários países europeus".

Segundo o
parlamentar, "o papel do ministro da Administração Interna não é promover
agendas políticas ou ideológicas, mas sim garantir a autoridade do Estado, o
respeito pelas forças de segurança, a ordem pública e a proteção dos cidadãos".

Para Francisco Gomes "as forças de
segurança não existem para frequentar cursos de reeducação ideológica nem para
servir de instrumento às obsessões ridículas de um ministro 'woke'", acusa. "Existem
para proteger os cidadãos, combater o crime e fazer respeitar a autoridade do
Estado", frisa.

O parlamentar considera
que Luís Neves "está mais preocupado em promover as narrativas políticas que têm
levado a situações desastrosas em toda a Europa do que em responder aos
problemas de segurança que afetam os portugueses", alertando também para "o aumento da criminalidade, dos conflitos sociais e dos crimes sexuais", com Francisco Gomes a associar esses fenómenos ao que diz ser a "imigração descontrolada".

Recordando Henry Novak (jovem britânico, neto de emigrantes polacos, assassinado por um britânico de origem indiana, tendo a polícia falhado ao entender algemar a vítima e não o agressor) "e
milhares de meninas que foram violadas por imigrantes em toda Europa são o rosto
das consequências das políticas que são defendidas por Luís Neves", acusa Francisco Gomes. "Será que ele
não aprendeu nada? Não é nada disso que Portugal precisa", garante.

O deputado acusou
ainda o ministro de "desvalorizar o papel das forças de segurança e de
contribuir para o enfraquecimento da autoridade policial", frisando que "o país precisa de um ministro focado na segurança dos portugueses e não
na promoção de agendas pessoais".

"Luís Neves está
mais interessado em transformar as instituições do Estado em laboratórios de
experiências ideológicas, perseguir as forças de segurança e agradar a
determinados setores políticos do que em garantir a ordem pública e o respeito
pela autoridade. Não tem dignidade para o cargo que ocupa", acredita Francisco Gomes.