O Sindicato
dos Professores da Madeira vem, uma vez mais, reafirmar publicamente todos os
números da greve de professores do 1.º ciclo e da educação pré-escolar da
passada segunda-feira, dia 15 de Junho.

Segundo nota à imprensa, "os números
fornecidos ao SPM pelas escolas não mentem e não deixam dúvidas: esta foi a
maior greve dos últimos anos no universo de docentes a que se destinava: mais
de 50% em quase todos os concelhos, com destaque para os concelhos de São
Vicente (80%), Ribeira Brava e Ponta do Sol (70%); Machico, Santa Cruz e Porto
Moniz (60%), Funchal (50%)".

"O impacto
foi visível em todas as escolas e os seus efeitos sentidos pela maioria de
crianças e encarregados de educação. Também a Secretaria de Educação e,
sobretudo, a Direcção Regional de Administração Escolar (DRAE), que acompanha
mais de perto o dia a dia das escolas, tiveram conhecimento desta realidade. No
entanto, a opção da DRAE foi avançar com o número do azar, 13%, disse", acrescenta.

"Mais do que
um mero azar de percurso, foi um verdadeiro desastre para a sua credibilidade e
uma fonte de revolta para todos os que estão na educação de forma séria. Por
isso, de todos os lados (Professores e educadores, diretores de escolas e até
delegados escolares), chegaram ao SPM manifestações de revolta por tão grande
falta de respeito pelas centenas de docentes que, no uso de um direito
constitucionalmente protegido, a greve, expressaram de forma livre e consciente
o descontentamento que sentem no exercício da sua profissão, por causa da
desvalorização com que são tratados pelos responsáveis da educação da RAM", sustenta.

Perante
isto, o SPM "insta a DRAE a vir a público explicar a fórmula de cálculo que usou
para encontrar a percentagem de adesão à greve regional do passado dia 15, na
RAM, sob pena de ficar desacreditada em relação a esta matéria".

Por outro
lado, o SPM "exige que a mesma DRAE explique por que razão deu a conhecer às
escolas os pré-avisos de greve de outras organizações de professores do
continente que não têm associados na RAM, e nada têm feito pelos docentes da
Região, e não deu o mesmo seguimento ao que recebeu do SPM".

Por fim, o
SPM "considera que a DRAE, em vésperas de greve ou em qualquer outro momento,
deve ajudar a esclarecer, de forma clara e isenta, as dúvidas das escolas e dos
docentes e não preocupar-se em desmobilizar". "Foi o que, uma vez mais, aconteceu
com o email que enviou para as direções no passado dia 12, no qual, ao afirmar
que é legítimo proceder à redistribuição do
serviço docente e não docente, lançou a confusão, porque não só
faz uma afirmação genérica e descontextualizada, como dá azo a interpretações
contrárias à lei, pondo em causa as direcções das escolas que as sigam", acrescenta.

Por tudo
isto, o SPM "pede a intervenção da Sr.ª Secretária da Educação, Ciência e
Tecnologia para que aja no sentido de que o direito à greve possa ser
exercido nas escolas sem constrangimentos e manifesta total abertura para
procurar com a SRE respostas para as justas reivindicações dos docentes".