A habitação esteve em destaque na reunião da Assembleia Municipal de Santa Cruz, realizada esta segunda-feira, durante a discussão das propostas relativas ao regulamento do Alojamento Local e à Carta de Carência Habitacional.

O debate ficou marcado pelo confronto entre o executivo liderado pelo Juntos Pelo Povo (JPP) e a oposição do PSD, que criticou o que considera serem medidas tardias na área da habitação.

Em nota enviada pela autarquia, "a presidente
Élia Ascensão fez questão de recordar a herança que os social democratas
deixaram, acusando-os de exigirem ao JPP que tivesse feito em 12 anos o que o
PSD não fez em quase quatro décadas de gestão autárquica em Santa Cruz."

A autarca sublinhou "que em quase
quatro décadas o PSD deixou uma dívida que o actual executivo esteve a pagar e
que, mesmo assim, apenas construiu 70 apartamentos em 40 anos, com recurso a
fundos europeus e sem que nunca a habitação tivesse sido uma prioridade."

Élia Ascensão destacou ainda que a gestão do JPP, ao longo dos últimos 12 anos, permitiu recuperar do que classificou como “descalabro financeiro” herdado do PSD, ao mesmo tempo que avançou com diversas medidas e projetos.

"A título de
exemplo, referiu todo o investimento nos Bombeiros Sapadores, na criação de um
Serviço Municipal de Proteção Civil; na reabilitação de imóveis; no lançamento
de um programa de apoios sociais como o concelho nunca teve, destacando as
medidas na área da saúde, do apoio à infância e das bolsas de estudo; no
pioneirismo na causa animal; no lançamento de uma agenda cultural como Santa
Cruz nunca viu; na recuperação infraestrutural que tem décadas de atraso e que
remontam ao tempo do PSD; na melhoria dos sistemas de recolha, entre tantas
outras medidas", refere a nota.

A autarca considerou, por isso, “desonesto” criticar "a
circunstância de estarem agora a ser dados passos decisivos na política
habitacional, fazendo crer que o problema da habitação, que existe em toda a
Região, é sobretudo um problema de Santa Cruz."