O vereador Paulo Silva Lobo
assumiu que a mobilização colectiva da CMF, do Governo Regional, das cooperativas,
do sector privado e das famílias é crucial para resolver os problemas
relacionados com a habitação. “Não são famílias que procuram habitação social,
mas sim uma habitação para a família”, advertiu o autarca. No entanto, advertiu
que as respostas não cabem apenas às autarquias, sendo preciso criar condições
para que outros possam construir.

Paulo Silva Lobo, engenheiro
civil, investigador e professor, participa no debate sobre habitação, que
decorre na Assembleia Municipal do Funchal.

O vereador com a pasta do planeamento
urbanístico assume que hoje há mais interesse em trabalhar, investir e visitar,
o que deve ser visto com bons olhos. No entanto, a atractividade traz também desafios,
como o da habitação. O engenheiro civil afirma que o que está em causa hoje é
falar sobre soluções.

Paulo Silva Lobo assumiu que, em
menos de 8 meses, o executivo da CMF tomou decisões necessárias e “está a fazer
a sua parte”. Evocou os 71 fogos da Quinta das Freiras, cuja adjudicação está para
breve. Os 23 fogos do Bairro da Pontes estão já no terreno, com 5 milhões de
euros. Há 6 milhões de euros para requalificação de 220 casas municipais para
melhorar a vida dessas famílias.

Visando o PDM, o vereador lembrou
que está a ser realizado trabalho para a sua revisão, num processo “complexo e
demorado”, mas admitiu que as famílias não têm tempo para esperar. A Câmara
Municipal do Funchal decidiu agir imediatamente para suspender o PDM para
responder de forma mais rápida e imediata. “Governar não é esperar. Governar é
agir”, indicou.

A Câmara Municipal do Funchal
quer criar condições para construir mais habitação, bem como para que o Governo
Regional e as cooperativas possam fazer o mesmo. A suspensão do PDM prevê mais
180 casas.

O novo regulamento do Alojamento
Local pretende um equilíbrio, porque além do turismo, o Funchal tem de ser uma
cidade onde se consiga viver. “Queremos um Funchal competitivo, atrativo e
dinâmico, mas também acessível para quem quer aqui construir o seu projecto de
vida”, assumiu o autarca.