Susana Neves afirma que o modelo
de cooperativo é aquele que vai resolver, de forma mais premente, a crise de
habitação. A arquitecta focou o custo da habitação, dizendo que esta tem de ser
entendida de forma mais generalizada.
Susana Neves, arquitecta,
participa no debate sobre Habitação, que decorre na Assembleia Municipal do
Funchal. Este está a ser um espaço de debate e partilha de experiências e
propostas.
A arquitecta afirma nunca ter percebido
porque é que a habitação não tem sido um primeiro direito, não tendo havido
incentivo para quem investe na sua primeira habitação, por exemplo, a nível do
IRS. Susana Neves assume que a Ordem dos Arquitectos esta disponível para
ajudar.
Susana Neves apelou a uma
legislação adaptada ao território. Com críticas ao Simplex, indica que a
responsabilidade está a ser veiculada aos arquitectos. A lei proíbe uma série
de coisas, correndo o risco de existir um território de obras ilegais, incompletas
e embargadas.
O PDM em vigor “não é uma vergonha,
mas vai quase lá”. “Não podemos ter uma subjectividade a nível legal”, atira a
arquitecta, indicando que o facilitismo não é a maneira correcta. Susana Neves
espera que o novo PDM traga um apelo à habitação.
O PDM também deverá ter em conta
espaços verdes, pelo que a construção em altura deve ser uma aposta, sempre com
cuidados. Na construção nova, a construção em altura é inevitável, mas pode ser
equilibrada com espaços verdes.
Susana Neves afirma que o
Regulamento Municipal é a única ‘arma’ que a autarquia tem para salvaguardar o
património e as acessibilidades. “As acessibilidades estão muito contaminadas
na cidade do Funchal”, como é o caso dos estacionamentos.
A arquitecta alertou a Câmara
Municipal do Funchal para a necessidade gastar avultadas quantias de dinheiro
para cumprir a lei no âmbito da fiscalização, para análise de projecto. Vão faltar
ainda meios humanos para esse trabalho, decorrente do Simplex.
A presidente regional da Ordem dos
Arquitectos teceu também críticas às casas pré-fabricadas, que não cumprem a
lei. “A lei é para ser cumprida e, na maior parte das vezes, estas casas não cumprem
com os critérios portugueses”, aponta. Susana Neves afirma que os critérios podem
ser elevados, mas que têm de ser cumpridos pela lei europeia.

