O deputado Hugo Nunes condenou a decisão do Presidente da República de vetar o diploma que visava regulamentar o hastear de bandeiras em edifícios públicos. Para o candidato à liderança regional do Chega, a decisão representa "uma cedência inaceitável às agendas ideológicas da esquerda e um ataque direto aos símbolos que unem e definem os cidadãos". Por estes motivos, recusa-se a participar nas cerimónias que celebram os 50 anos de Autonomia da Madeira.

Num comunicado enviado à imprensa, o parlamentar explica que em causa está um diploma que "pretendia salvaguardar o prestígio e a neutralidade dos edifícios de soberania através do uso exclusivo das bandeiras oficiais", mas que acabou por ser 'travado' por António José Seguro.

"Não podemos pactuar com a
transformação dos edifícios públicos, que pertencem a todos, em palcos de
propaganda ou de promoção de agendas de minorias", afirma Hugo Nunes,
sublinhando que "a Pátria, a nossa história e a nossa identidade têm de
estar sempre em primeiro lugar."

Hugo Nunes considera que a postura presidencial
é incompreensível. "Ver o mais alto magistrado da Nação colocar os
chamados 'wokismos' e a necessidade de valorizar o ser humano com base na sua
orientação sexual à frente daquilo que define a nossa matriz identitária é, no
mínimo, vergonhoso. O valor intrínseco de cada pessoa não se mede pela sua
esfera íntima e instrumentalizar as instituições demonstra uma profunda falta
de isenção", aponta.

É tendo em conta estes argumentos que Hugo Nunes anunciou a sua "recusa firme" em participar nos lançamentos de livros e nas comemorações oficiais dos 50 anos da Autonomia da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira (ALRAM).

Recuso-me a participar em lançamentos de livros e
comemorações da nossa Autonomia quando a nossa própria identidade está a ser
banalizada por ideologias esquerdista. Estamos a assistir a uma postura
por parte de quem devia ser isento, mas que prefere submeter a história
nacional e consequentemente a regional a estas correntes fracturantes. Não farei
parte de iniciativas que servem de palco para quem apoia agendas que menorizam
a nossa cultura.
— Hugo Nunes

O deputado conclui reafirmando o seu compromisso "na defesa
intransigente dos símbolos nacionais e no combate firme ao politicamente
correcto, que de correcto não tem nada".