Para as suas primeiras comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o novo Presidente da República escolheu os Açores, a Ilha Terceira, onde começou por manifestar a intenção de reforçar a unidade, a coesão e a soberania nacional e onde, depois, no seu discurso oficial, elogiou o percurso autonómico dos Açores e da Madeira, para além de todas as dúvidas iniciais: “A autonomia não enfraqueceu Portugal, fortaleceu-o”.

Devo aqui apenas confessar que tenho sempre algum receio relativamente à invocação daquele conceito de “soberania nacional”, essencialmente pela forma como alguns Juízes do Tribunal Constitucional o usaram para retirar poderes às Regiões Autónomas, designadamente no que diz respeito à gestão do nosso mar.