O Governo Regional espera
conseguir disponibilizar, dentro de três meses, entre 30 a 40 camas extra nas
diferentes Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) que existem na
Região, destinadas a acomodar os utentes que têm alta clínica, mas que continuam
a ocupar uma capa no hospital.
A operacionalização dessas novas camas,
que estão em processo de validação por parte da Secretaria Regional de
Inclusão, Trabalho e Juventude, através do Instituto de Segurança Social da
Madeira (ISSM), dependem do financiamento de Lisboa, por via do Orçamento da
Segurança Social nacional, operacionalizado pelo Instituto de Gestão Financeira
da Segurança Social.
“Isto foi de âmbito nacional e nós
tivemos de fazer a nossa acomodação para a Região Autónoma da Madeira, com esta
portaria [já publicada], que agora está só a aguardar financiamento para que
possa ser concretizada”, apontou a governante, dando como prazo expectável de
concretização deste medida entre dois a três meses.
De acordo com Paula Margarido, na
próxima segunda-feira terá lugar, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e
Segurança Social, uma reunião com Filipa Lima, secretária de Estado da
Segurança Social, onde será abordada a questão da dotação financeira desta
resposta que tem sido implementada no todo nacional, chegando, também, à
Madeira.
“O que nós pretendemos é que, com
a maior brevidade, se possa transferir essa verba para que possamos concretizar
aqui, na Região Autónoma da Madeira, uma necessidade que é efectivamente dar
uma resposta às pessoas que estão em alta clínica”, sustentou a secretária regional,
notando que, como definido em portaria, cada nova cama das chamadas “vagas
intermédias” vai custar entre 1.700 a 1.800 euros por mês.
Paula Margarido falava no âmbito
das comemorações do Dia da Segurança Social, que decorreram na manhã desta sexta-feira,
na sede do ISSM, realçando o trabalho conjunto que tem sido desenvolvido pelos
serviços que tutela e pela Secretaria Regional de Saúde e Protecção Civil.
A par desse trabalho junto as
instituições parceiras para a disponibilização de mais camas nos lares, o
Instituto de Segurança Social da Madeira tem colocado no terreno outro tipo de
ajudas, no sentido de apoiar as famílias no acolhimento dos utentes que tenham
alta clínica.
Nivalda Gonçalves destacou,
precisamente, a “resposta alargada” que é disponibilizada à população idosa
através das várias respostas sociais existentes. A presidente do Instituto de
Segurança Social da Madeira apontou como grande desafio o “apoio social a toda
a população”, dos mais jovens aos mais velhos.
Na ocasião foram homenageadas três
Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) da Região,
nomeadamente a Associação Solidariedade Social Pérola, a Cáritas e a Associação
de Desenvolvimento de Santo António (ASA), e mais de 80 funcionários que contam
25 ou mais anos ao serviço da Segurança Social da Região.

