O grupo parlamentar
do Chega (CH), através dos dois deputados eleitos pela Madeira e Açores, Francisco Gomes e Ana Martins, respectivamente, deu entrada nos serviços da Assembleia da República de um projecto que "prevê a
criação de uma Estratégia Integrada de Conectividade Aérea das Regiões
Autónomas, destinada a reforçar, planear e melhorar de forma estrutural as
ligações aéreas" entre os dois arquipélagos.
A proposta, que foi
preparada pelos dois deputados, "visa criar um plano nacional específico para garantir que as
regiões autónomas dispõem de ligações aéreas regulares, eficientes, acessíveis
e estrategicamente planeadas, assegurando melhor articulação entre o Estado, as
transportadoras e as necessidades permanentes das populações insulares", aponta uma nota de imprensa a dar conta da iniciativa.
"As ligações aéreas
para as ilhas não podem continuar a ser geridas ao sabor da improvisação", defende Ana Martins. "É
preciso estratégia, planeamento e visão para defender verdadeiramente as
autonomias", salienta a deputada açoriana.
Segundo a
parlamentar, "esta estratégia permitirá melhorar a mobilidade dos
residentes, reforçar a continuidade territorial, aumentar a previsibilidade das
ligações, apoiar o desenvolvimento económico das regiões e garantir maior
estabilidade na ligação entre as ilhas e o continente".
Já Francisco Gomes
defende que "a mobilidade aérea não pode continuar a ser tratada como uma
questão secundária pelo Estado, mas deve receber ação específica e concreta da
parte do Estado", refere. "Para Madeira e
Açores, a mobilidade aérea não é um luxo, mas uma necessidade vital. Quem não
percebe isso não percebe as autonomias nem a realidade insular. Se o PSD não
está disponível para este assunto, o CHEGA está pronto a liderar", garante.
O
deputado madeirense considera que "esta iniciativa representa uma mudança de paradigma na forma como
o Estado encara a ligação às regiões autónomas, permitindo uma abordagem de
longo prazo em vez de respostas casuísticas e avulsas", frisa. Mais garante que o CH "continuará a apresentar soluções para defender e reforçar os direitos das
populações insulares".
E conclui: "As ilhas não podem
continuar dependentes de remendos e improvisos. Precisam de uma política séria,
estável e pensada para o futuro – e o CHEGA irá continuar a lutar e a trabalhar
por isso mesmo."

