A Casa-Museu Frederico de
Freitas, espaço tutelado pela Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e
Cultura, através da Direção Regional da Cultura, associa-se hoje, 6 de Maio, às comemorações do
Dia Nacional do Azulejo, proporcionando "entradas gratuitas e duas visitas
orientadas à Casa dos Azulejos", informa uma nota de imprensa.

"Esta celebração constitui uma oportunidade para realçar a
importância do património azulejar português e para a necessidade imperiosa da
sua preservação", realça. "Foi precisamente para identificar, conhecer e salvaguardar
esta herança riquíssima, desde há muito alvo de continuada delapidação, que foi
lançado o Projeto SOS Azulejo, em 2007, pelo Museu da Polícia Judiciária, ao
qual outras instituições se associaram, nomeadamente a Associação Nacional dos
Municípios Portugueses (ANMP), a Direção Geral do Património Cultural (DGPC),
as Universidades de Lisboa (FLUL e FBAUL) e de Aveiro, o Instituto Politécnico
de Tomar, a PSP e a GNR. A iniciativa constituiu um ponto de viragem para a
adoção de práticas consistentes e interventivas e para a maior consciencialização
sobre este património, hoje finalmente reconhecido como marca identitária da
cultura portuguesa", conta.

Continuando a relembrar a história recente das medidas, conta a SRTAC que "foi na sequência deste projeto que, em 2017, foi consagrado
o Dia Nacional do Azulejo (Resolução da Assembleia da República n.º 144/2017,
Diário da República a 6 de julho de 2017) e que, no mesmo ano, foi promulgada a
Lei 79/2017, pelo Parlamento Nacional, com o intuito de proteger e interditar a
demolição das fachadas azulejadas e a remoção dos respetivos azulejos em todo o
país. Estas medidas protecionistas tiveram impacto e resultados deveras
animadores na diminuição dos azulejos furtados, bem como nas ações de
levantamento, estudo e promoção do azulejo português".

No caso da Casa-Museu Frederico de Freita, "um espaço de referência,
vocacionado para o estudo, preservação e divulgação da azulejaria nacional e
estrangeira", diz a SRTAC que, "partindo da coleção daquele espaço, diversificada e abrangente,
com exemplares datados dos séculos XIII ao XX, para se debruçarem sobre a
cerâmica de revestimento aplicada na Região Autónoma da Madeira", que se abre esta oportunidade a quem não conhece.

"Muitos dos azulejos do acervo da Casa-Museu são testemunhos
únicos, feliz e oportunamente resgatados pelo Dr. Frederico de Freitas, cuja
particular sensibilidade e interesse pelas Artes foram determinantes no seu
papel para a salvaguarda e divulgação do património regional em geral e, em
particular dos azulejos, cujo interesse no âmbito das Artes Decorativas, à
época apenas começava a despoletar", revela.

É, por isso, "esse o espírito que move a Casa-Museu Frederico de Freitas
e é essa prática que a instituição pretende dar continuidade, associando-se a
esta celebração". Assim, hoje "estará de portas abertas,
proporcionando entradas livres, das 10h00 às 17h30 e oferecendo visitas
orientadas, às 11h00 e às 15h00, para grupos até 20 pessoas mediante marcação
prévia, através dos Serviços Educativos da Casa-Museu Frederico de Freitas, ou
da página do Facebook do espaço".

E diz mais: "Com o objetivo alertar para o património azulejar aplicado
na Região, particularmente o que se encontra na cidade do Funchal, será dada
continuidade ao projeto, iniciado em 2024, assinalando e divulgando alguns
painéis de azulejos através das redes sociais, ao longo da semana de 6 a 15 de Maio. Chamamos a atenção para revestimentos acessíveis ao público e, por isso,
que se encontram em situação de maior vulnerabilidade. Este ano serão focados
os azulejos aplicados em fontanários, destacando que estes testemunhos, já
escassos e até um pouco desprezados, são equipamentos públicos identitários da
nossa História e valorizadores da nossa cidade."

Citando o secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura,
Eduardo Jesus, este sublinha a importância desta celebração como forma de aproximar
a população de um património único. "O Dia Nacional do Azulejo é uma ocasião
privilegiada para sensibilizar a comunidade para a relevância de um dos mais
distintivos elementos da nossa identidade cultural. Na Região Autónoma da
Madeira, este legado assume particular expressão, sendo testemunho da nossa
História e da nossa relação com a arte e o espaço urbano", diz o governante.

E destaca, ainda, o papel da Casa-Museu Frederico
de Freitas enquanto guardiã deste património. "O acervo da Casa dos Azulejos,
integrado na Casa-Museu Frederico de Freitas, constitui um conjunto de
extraordinário valor, não apenas pela sua diversidade cronológica e geográfica,
mas também pelo contributo que representa para o estudo, preservação e
divulgação da azulejaria", elogia Eduardo Jesus. "Trata-se de um património que importa continuar a
proteger, valorizar e dar a conhecer às gerações presentes e futuras".

O governante com a pasta da Cultura acrescenta que iniciativas como esta "reforçam
o compromisso da Região com a salvaguarda do património cultural, promovendo
simultaneamente o seu usufruto público e a consciencialização para a sua
preservação", destacando que "cada azulejo conta uma história e todos juntos
constroem uma memória coletiva que importa preservar".