O JPP
assinalou este domingo o Dia da Mãe com a entrega de flores em acções de rua
pelos vários concelhos da Madeira, homenageando “todas as mulheres que cuidam,
educam e constroem o futuro dos filhos, da nossa Região e do nosso país”.

A
efeméride serviu também de mote para o secretário-geral do partido, Élvio
Sousa, fazer um balanço do trabalho desenvolvido pelo JPP junto dos madeirenses
em lista de espera nos serviços de saúde.

O
responsável revelou que o partido “continua a ajudar as pessoas em lista de
espera para actos clínicos não urgentes, ou seja, à espera de consultas,
cirurgias e exames”, acrescentando que, desde a criação do Gabinete de Apoio ao
Cidadão em Lista de Espera, “já ajudamos duas centenas de cidadãos, através da
exposição do exercício dos seus direitos no cumprimento dos tempos de espera”.

Élvio
Sousa criticou ainda a postura do Instituto de Administração da Saúde e
Assuntos Sociais (IASAÚDE), que, na sua perspectiva, “devia ser uma entidade
reguladora e defensora dos direitos dos utentes, tem sido pouco interventivo
nesta matéria de defesa dos direitos de saúde, pois a Madeira ainda é,
infelizmente, a única Região do país onde quem se encontra numa lista de espera
para consulta, cirurgia ou exame, não sabe, nem conhece a sua posição nessa
lista, nem quanto tempo irá aguardar pelo seu acto clínico”.

Para
fazer face à “falta de eficiência e de respostas” do serviço público, o maior
partido da oposição na Madeira mantém uma equipa dedicada a apoiar os utentes
na defesa dos seus direitos. “Se não há respeito pelos direitos constitucionais
dos cidadãos em lista de espera na saúde, nós temos a obrigação de garantir e
de ajudar com todas as ferramentas administrativas para exigir esses direitos”,
sublinhou o líder do JPP.

O
partido recorda ainda que a própria Provedoria de Justiça reconheceu
recentemente que “o direito de acesso a cuidados de saúde hospitalares na
Região Autónoma da Madeira, num período considerado clinicamente aceitável,
permanece comprometido nesse arquipélago”.