O secretário regional da Economia marcou presença, esta
sexta-feira, na cerimónia de apresentação pública das candidaturas finalistas
às Novas 7 Maravilhas de Portugal 2026, iniciativa que conta com o apoio do
Governo Regional da Madeira, através da Secretaria Regional de Economia, e cuja
gala final terá lugar na Região Autónoma da Madeira, no próximo dia 18 de Julho.

"A edição deste ano, dedicada ao património construído
histórico e contemporâneo, integra 147 candidaturas finalistas a nível
nacional, das quais 31 pertencem à Região Autónoma da Madeira, distribuídas
pelas sete categorias a concurso: Castelos, Religião, História, Grandes Obras,
Arquitetura do Século XX, Arquitetura do Século XXI e Turismo", indica nota à imprensa.

Na ocasião, o governante sublinhou o significado da
expressiva representação madeirense nesta edição do concurso, considerando que
a presença de 31 candidaturas da Madeira e do Porto Santo constitui “um sinal
da nossa história de 600 anos, daquilo que fomos capazes de fazer, do
património edificado existente, mas também daquilo que fomos capazes de
construir após a conquista da autonomia, há cinquenta anos”.

José Manuel Rodrigues destacou igualmente a diversidade e
relevância do património regional presente entre os finalistas, desde
monumentos históricos e religiosos a grandes infraestruturas e obras
contemporâneas de referência.

O secretário regional da Economia salientou, ainda, a
importância patrimonial e cultural de candidaturas como a Sé do Funchal e o
Convento de Santa Clara, considerando que estes espaços “mostram à população da
Região, mas também a todos os que nos visitam, a qualidade da nossa arquitetura
de há 500 anos”, reflectindo igualmente o legado artístico e histórico associado
ao ciclo do açúcar e às ligações comerciais e culturais estabelecidas com a
Flandres.

Entre as 31 candidaturas madeirenses encontram-se o Forte de
São João do Pico, a Fortaleza de São Tiago e o Forte de Nossa Senhora do
Amparo, na categoria Castelos; o Teleférico da Rocha do Navio, o Porto de
Abrigo do Porto Santo, o Centro Desportivo da Madeira e o Aeroporto
Internacional Cristiano Ronaldo Madeira, em Grandes Obras; e ainda as Casas de
Colmo, o Colégio dos Jesuítas, o Palácio de São Lourenço e a Requalificação do
Edifício Baiana, na categoria História.

Na área da Religião figuram, além da Sé do Funchal e do
Convento de Santa Clara, a Igreja Matriz de São Jorge. Já na Arquitectura do
Século XX surgem o Palácio da Justiça, o Centro de Congressos da Madeira e o
Mercado dos Lavradores, enquanto na Arquitectura do Século XXI estão nomeados o
MUDAS – Museu de Arte Contemporânea da Madeira, o Centro Cultural e de
Congressos do Porto Santo e o Fórum Machico.

Em Turismo, a Madeira apresenta igualmente várias
candidaturas, entre as quais o Jardim Monte Palace Madeira, o Farol da Ponta do
Pargo, o Farol de São Jorge, a Levada do Caldeirão Verde, o Museu CR7, as
Adegas Blandy’s Madeira, o Design Centre Nini Andrade Silva, o Reid’s Palace
Hotel e as Piscinas Naturais do Seixal.

José Manuel Rodrigues considerou que a realização da gala
final na Madeira representa “mais uma oportunidade de afirmação e de promoção
da Madeira no todo nacional”, salientando que o evento proporcionará “quatro
horas de televisão realizadas na Madeira para todo o país”.

Foi, aliás, nesse enquadramento que a Secretaria Regional de
Economia decidiu apoiar o projeto desde a primeira hora. O governante recordou
que a iniciativa, criada há duas décadas, “esteve parada” durante vários anos,
encontrando-se agora “recuperada com uma grande adesão dos municípios e das
regiões turísticas portuguesas”.

A realização da gala final das Novas 7 Maravilhas de
Portugal na Madeira insere-se numa estratégia de projeção externa da Região e
de valorização dos seus activos económicos, culturais e turísticos, assumindo-se
como um instrumento de promoção territorial com expressão nacional e
internacional, coadunando-se com os objetivos estratégicos da Secretaria
Regional de Economia, designadamente no reforço da notoriedade da Região
Autónoma da Madeira enquanto destino de excelência, competitivo e
diferenciador.

Para além da dimensão promocional, a realização de uma
produção televisiva de grande escala na Região gera um impacto económico directo
em diversos setores de atividade, através da mobilização de equipas técnicas e
artísticas e da contratação de serviços nas áreas do alojamento, restauração,
transportes e fornecimento de bens e serviços, contribuindo para a dinamização
do tecido empresarial regional e para a criação de novas oportunidades
económicas.

Paralelamente, a ampla difusão mediática do programa,
incluindo a sua presença em plataformas digitais, constitui um importante
veículo de promoção e internacionalização dos produtos, serviços e marcas da
Madeira, potenciando igualmente a atração de investimento para a Região.