O Departamento de Estado norte-americano ofereceu hoje uma
recompensa de até 15 milhões de dólares (cerca de 13 milhões de euros) por
informações que levem ao desmantelamento dos mecanismos financeiros da Guarda
Revolucionária iraniana.

Os Estados Unidos ofereceram a quantia multimilionária em troca de
informações que ajudem a compreender os esquemas financeiros do Corpo da Guarda
Revolucionária Islâmica e a identidade das empresas de fachada que realizam
negócios para Teerão, noticiou a agência Efe.

Paralelamente, o Departamento do Tesouro anunciou medidas
adicionais contra a venda de petróleo ao exército iraniano, afirmando que estas
receitas permitem ao regime financiar a reconstrução das suas Forças Armadas e
representam uma ameaça para Washington e os seus aliados no Médio Oriente.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, garantiu que os Estados
Unidos vão continuar a aumentar a pressão económica sobre as exportações de
petróleo iraniano para impedir que Teerão obtenha recursos para reforçar as
suas capacidades militares.

As sanções foram adotadas ao abrigo da ordem executiva utilizada
por Washington para ações antiterroristas, e os nomes das entidades ou
indivíduos incluídos não são especificados.

Desde fevereiro, quando a guerra eclodiu após o ataque dos EUA e
de Israel ao Irão, o Departamento do Tesouro intensificou a sua campanha de
"pressão máxima" contra Teerão com sucessivas rondas de sanções que
visam a chamada "frota fantasma" que transporta petróleo iraniano,
redes financeiras clandestinas e empresas ligadas à Guarda Revolucionária.

Entre fevereiro e maio, Washington sancionou mais de 30
indivíduos, entidades e embarcações acusados de facilitar as exportações
ilícitas de petróleo bruto e de apoiar programas iranianos de mísseis e drones.

Só em abril, a administração Trump impôs restrições a 35
indivíduos e empresas identificados como parte de um sistema bancário paralelo
utilizado para movimentar milhares de milhões de dólares provenientes da venda
de petróleo.

A recompensa e as novas sanções surgem no mesmo dia em que os
Estados Unidos confirmaram que os seus negociadores chegaram a um acordo
preliminar com o Irão para desbloquear o estreito de Ormuz e prolongar o
cessar-fogo, uma alegação negada pelas autoridades da República Islâmica.