
É curioso, mas apesar de ser duma família de sportinguistas, o futebol nunca me fascinou. Passo anos sem ver um jogo ao vivo. Quando muito, um ou outro da seleção na televisão. Sempre achei estranha a devoção clubística, fiel, perene e muitas vezes cega. Talvez, por isso, na política gostei sempre de manter a liberdade de pensamento, como uma janela sempre à mão, para o ar fresco varrer o mofo. Assim, sendo eu simpatizante daquilo que muitos dizem ser o centro-direita, tolerante, democrático, centrado na família: Na verdade nunca me coibi de elogiar ou criticar, o que achava certo ou errado.