O PCP esteve esta manhã numa acção de contacto com
jovens trabalhadores junto ao Call-Center da MEO, onde denunciou "a intenção do
Governo PSD/CDS de, através do novo Pacote Laboral, aumentar e normalizar ainda
mais a precariedade laboral, atingindo sobretudo quem está agora a começar a
sua vida profissional."

Durante a iniciativa, o dirigente do PCP, Ricardo Lume, disse que um trabalhador "com
contrato precário ganha, em média, menos do que alguém com vínculo efectivo, tem
mais dificuldades em progredir na carreira e vive constantemente com medo de
não ver o contrato renovado se exercer direitos parentais, sindicais ou
políticos. Até conseguir crédito para comprar casa se torna mais difícil quando
se vive com um vínculo instável."

“Um
trabalhador precário vive sem segurança no futuro e fica preso a um sistema que
o quer vulnerável, dependente e sem capacidade para reclamar os seus direitos", acrescentou ainda.

O
dirigente comunista lembrou que a precariedade já é uma realidade muito
presente na Região Autónoma da Madeira, afectando em especial os jovens
trabalhadores da hotelaria e restauração, construção civil, telecomunicações e
serviços.

Através de um comunicado de imprensa, aponta que os números demonstram essa realidade: "28,9% dos novos desempregados tinham contratos precários e 34,2% dos
desempregados da Região têm até 34 anos. Estes dados mostram como a
precariedade atinge sobretudo os mais jovens."

Ricardo
Lume denunciou ainda que, em vez de combater este problema, o Governo PSD/CDS
quer agravá-lo: “Em vez
de acabar com a precariedade, o Governo quer aumentar a duração dos contratos a
prazo, facilitar a subcontratação e o outsourcing, reduzir direitos laborais e promover
o trabalho temporário e os contratos de muito curta duração", acrescentando que, com estas alterações, um trabalhador pode ficar "até nove
anos seguidos com contratos a termo, sem nunca conseguir efectividade", considerando esta situação "inaceitável".

O
dirigente do PCP concluiu afirmando que ainda é possível derrotar este Pacote
Laboral e apelou à mobilização dos trabalhadores, especialmente dos jovens,
para aderirem à Greve Geral de 3 de Junho, convocada pelo movimento sindical
unitário, e participarem na concentração marcada para as 11h30 junto à
Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira.

Todos os
trabalhadores estão abrangidos pelo pré-aviso de greve, sejam trabalhadores com
vínculo efetivo ou contrato precário, do sector público ou privado.

“Só a
luta dos trabalhadores poderá derrotar esta política de exploração e baixos
salários, bem como este Pacote Laboral que quer roubar direitos, rendimentos e
o sonho dos jovens de viverem na sua terra com estabilidade e futuro", termina.