O Madeira Classic Car Revival, exposto na Praça do Povo, na manhã de hoje, que reúne centenas de viaturas clássicas, motociclos e
bicicletas numa das maiores exposições de património automóvel da Região, não está a passar despercebida aos olhos dos mais curiosos. A
iniciativa, organizada pelo Clube de Automóveis Clássicos da Madeira, assinala
este ano um novo recorde de participação, com cerca de 650 viaturas em
exposição.
Em declarações aos jornalistas, o presidente do clube,
Miguel Gouveia, destacou a dimensão e diversidade da mostra, sublinhando a
presença de verdadeiras “relíquias” automóveis. Entre elas, apontou um Ferrari
em processo de restauro como o veículo mais valioso da exposição, embora tenha
rejeitado a ideia de hierarquizar as viaturas expostas.
“É o carro mais valioso da exposição em termos de valor,
sim, mas todos os carros aqui são especiais, tanto para nós como para os seus
proprietários”, afirmou, salientando o caráter único de cada veículo presente
no certame.
O responsável destacou ainda a presença de viaturas raras de
competição, nomeadamente fórmulas dos anos 60, sublinhando que se trata de
automóveis que nunca tinham sido vistos na Madeira e que constituem uma
oportunidade única para o público local e visitante.
O crescimento do evento foi outro dos pontos evidenciados
por Miguel Gouveia, que confirmou o novo recorde de participação e estimou que
o valor global das viaturas expostas ultrapassa vários milhões de euros. “Temos
cerca de 650 viaturas expostas, entre carros, motas e bicicletas, o que é um
número que nos satisfaz bastante enquanto organização”, referiu.
Explicou, além disso, que o evento continua a
expandir-se, ocupando uma área mais alargada da Avenida do Mar e zonas
adjacentes, sublinhando que o crescimento é acompanhado por uma preocupação
constante com a qualidade da exposição. “Se formos crescendo sempre nessa ótica, ficamos muito
satisfeitos”, afirmou, acrescentando que a organização já prepara futuras
edições com a possibilidade de alargamento do espaço utilizado.
Miguel Gouveia revelou ainda que existem cerca de 3.000
viaturas clássicas na Madeira, deixando o apelo aos proprietários para
participarem no evento, desde que cumpram os critérios definidos pela
organização. Entre esses requisitos está a antiguidade mínima de 30 anos, sendo
exigido, nesta edição, certificado de originalidade para veículos fabricados
entre 1937 e 1996.
Em termos de avaliação económica, o responsável estimou que
o valor das viaturas em exposição “começa nos dois milhões de euros e vai
subindo significativamente”, reconhecendo, no entanto, que o principal valor do
evento não é financeiro, mas sim cultural e emocional.
O Madeira Classic Car Revival decorre até amanhã.





