O deputado madeirense do Chega (CH) na Assembleia da República "protagonizou um confronto com o
ministro das Infraestruturas e Mobilidade, Miguel Pinto Luz", ontem, durante a audição
regimental da Comissão de Infraestruturas e Mobilidade, onde Francisco Gomes exerce funções de coordenador do seu grupo parlamentar. Na intervenção, disse que a situação mostra que o PSD-Madeira é um partido "fraco" e que "fala sozinho" em Lisboa.

"O tema central da
intervenção foi o fim do modelo 'Estudante Insular', situação que", segundo o
deputado, "está a empurrar milhares de estudantes madeirenses e respetivas
famílias para um cenário de insegurança financeira e desorganização total". Em nota divulgada hoje, o deputado do CH conta que "acusou o governo de Luís Montenegro de ter criado um sistema
burocrático, instável e incapaz de dar garantias mínimas aos estudantes da
Madeira".

"Senhor Ministro, o
vosso governo conseguiu transformar um apoio essencial aos estudantes numa
trapalhada nacional. Criaram um labirinto de promessa falhadas onde ninguém
percebe nada e onde quem sofre são as famílias madeirenses", atirou Francisco Gomes.

O parlamentar, diz, criticou também "a dependência de alterações que o Governo da República ainda não
implementou e adaptações informáticas entre sistemas regionais e nacionais,
considerando inadmissível que os estudantes estejam sujeitos a falhas
administrativas provocadas pelos governos", aponta.

Dedo apontado ao PSD-Madeira que, disse, "aceitou passivamente as imposições da República e
falhou na defesa dos interesses da Região", acrescentando que "o PSD-Madeira passa
a vida a fingir que tem influência em Lisboa, mas quando chega o momento
decisivo dobra-se completamente perante Luís Montenegro e deixa os madeirenses
entregues ao caos. É um partido fraco e que fala sozinho", acusa.

O deputado acusou, ainda, o
ministro das Infraestruturas de "abandonar os estudantes da Madeira enquanto
promove discursos vazios sobre coesão territorial", reforçando que "falam de
continuidade territorial, falam de Autonomia e falam de igualdade, mas depois
tratam os estudantes madeirenses como um problema secundário que pode ser
empurrado para burocracias e promessas".

Francisco Gomes aproveitou para, na recta final da
intervenção, acusar Luís Montenegro de "ser incapaz de compreender
os problemas das regiões autónomas" e afirmou que "o Governo da República está
cada vez mais afastado da realidade das famílias madeirenses". E concluiu: "O senhor
primeiro-ministro tornou-se um obstáculo à mobilidade, à Autonomia e ao futuro
dos jovens madeirenses. E o PSD-Madeira limita-se a assistir calado."