Uma delegação do CDS foi recebida, esta tarde, pelo novo Representante da República para a Madeira, Paulo Barreto.

“Viemos reafirmar
a vontade do CDS de que exista uma cooperação institucional saudável entre o
Representante da República, os órgãos de governo próprio da Região e com os
partidos políticos e a sociedade madeirense. Isso
contribuirá para o crescimento da Região e desenvolvimento das populações", disse José Manuel Rodrigues à saída da audiência no Palácio de São Lourenço.

O Representante
da República tem poderes de regulação do sistema
legislativo regional, mas o facto de ser nomeado pelo Presidente da República, destaca o líder regional do CDS, "dá-lhe também uma dimensão política no sentido de ter algum magistério de
influência junto dos órgãos da República, em particular da Presidência, em
assuntos que estão pendentes entre a Região e o Estado. Sobretudo
aqueles que têm a ver com matérias ligadas à soberania, como é caso da Defesa
nacional e a necessidade de reforçar os meios na Região, no investimento em
infraestruturas, como é o caso, também da Justiça, onde é necessário fazer
intervenções de melhoria nos tribunais".

No caso da Administração
Interna, destaca os investimentos que têm de ser feitos nas esquadras de diversos concelhos.

Neste encontro com Paulo Barreto, o CDS também deixou a garantia de que "cumprirá o acordo político firmado com o PSD, no
parlamento regional e também o acordo governativo, no sentido de esta
legislatura ir até ao fim. A estabilidade política está garantida", afirmou José Manuel Rodrigues.

“O que
viemos dizer é que, da parte do CDS, o compromisso assumido com o PSD será
cumprido nos quatro anos e que é desejável que a legislatura vá até ao fim. OCDS é o
garante da estabilidade política na Madeira"
— José Manuel Rodrigues - líder do CDS-Madeira

Sobre a visita à Região do Presidente da República, o líder do CDS entende que António José Seguro "pode tomar a iniciativa de ouvir os partidos, durante esta
visita ou noutra que venha a fazer é Região, mas também é dever dos partidos
que, quando têm alguma coisa a transmitir ao PR pedir audiências".

A delegação do CDS também manifestou a sua preocupação "com possíveis
alterações ao subsídio de mobilidade que podem pro em causa essa mesma
mobilidade e o destino turístico. Acabar com
o tecto nas viagens pode conduzir a um aumento de preços e aquilo que se queria
que era os madeirenses pagarem menos, podem vir a pagar mais", explica.