O secretário regional de Equipamentos e
Infraestruturas, Pedro Rodrigues, emitiu uma nota de imprensa a dar conta que vai avançar com "importantes intervenções" nas escarpas sobranceiras ao Seixal, nomeadamente que têm levado à queda de pedras para a Via Expresso, a última das quais atingiu um agente da PSP, aproveitando para lamentar que "este incidente tenha servido de
aproveitamento político por parte da oposição, mais precisamente por parte da
líder do Partido Socialista da Madeira, Célia Pessegueiro, ex-autarca do concelho
da Ponta do Sol.

Na sequência da derrocada que atingiu um automobilista na Via Expresso entre o Seixal e São Vicente, na passada sexta-feira, os socialistas exigiram logo que o dinheiro do Orçamento regional fosse usado para resolver o problema recorrente, mas Pedro Rodrigues lembra que, "durante oito anos e durante esse período, tendo
situações também complexas no seu concelho", Célia Pessegueiro "não foi capaz de apresentar
uma única solução, um único projeto digno desse nome para algumas situações que
tem no seu concelho, nomeadamente na zona dos Anjos".

O governante diz que "é indecente o
aproveitamento que se faz de uma quebrada que atingiu, infelizmente, um
conterrâneo nosso. É também indecente que um presidente de Câmara, neste caso
do Porto Moniz, diga publicamente que foram pedidas reuniões com o secretário
regional da tutela sobre este assunto, quando esses pedidos nunca chegaram a
ser feitos", garante Pedro Rodrigues, lamentando "o proferimento das declarações
feitas por Olavo Câmara à RTP-Madeira, no próprio dia do incidente".

"Em segundo
lugar, tenho de dizer que a utilização de fundos europeus para esta
situação não é um favor que nos fazem, é um direito que assiste ao povo
madeirense, face à sua orografia, e que devemos sempre lutar por eles,
contra alguma burocracia, alguma atitude centralista na distribuição
destes fundos", garante o governante esta manhã na nota de imprensa divulgada pelo seu gabinete, referindo ainda que "a orografia, a
segurança das nossas vias rodoviárias é um problema que nos atinge em vários
pontos da ilha e que tem justificado, por parte do Governo Regional,
avultados investimentos ao longo das últimas décadas".

Neste sentido, o
secretário regional recorda que "já está prevista uma intervenção na Via
Expresso entre o Seixal e São Vicente, sendo que, neste momento,
encontram-se na fase final os planos de monitorização ambiental exigidos, uma
vez que aquele troço de estrada tem zonas que têm de ser consolidadas
abaixo da respetiva via devido à erosão marítima".

O governante frisa: "Estamos a
avaliar a situação para acabar e lançar o projeto." E adiante ainda que "vai avançar, muito em breve, com essa medida" e que
irá "trabalhar no sentido de conseguir apoios através de fundos europeus".

A
solução encontrada pelo Governo Regional "prevê uma intervenção que vai resultar
num 'falso túnel', à semelhança do que foi feito à entrada do Funchal, na
zona do túnel da Pestana Júnior, e no acesso à freguesia do Jardim do Mar".

"Será um falso
túnel que vai permitir absorver a energia e o impacto das pedras que possam
cair daquela escarpa", explica. "Na sequência desta intervenção deverá ser feita outra, abaixo
da estrada, através da consolidação da escarpa que ali existe, entre a estrada
e o mar, por forma a garantir que o túnel se mantém em segurança", elucida o
governante.

Relativamente à
zona onde ocorreu o incidente da passada sexta-feira, o responsável informa que "uma equipa de rocheiros vai estar hoje, segunda-feira, no terreno, para fazer
uma avaliação da situação. Só depois disso é que vamos decidir se há medidas a
tomar e se se justifica uma intervenção no local", salienta, citado pela nota.

Obra da ETAR deve começar no Verão

Ainda a respeito
de intervenções previstas para a freguesia do Seixal, o secretário regional
recorda que "a empreitada na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) que
engloba obras de reabilitação e reconstrução da proteção marítima", que tem um custo estimado de 4,2 milhões de euros, "deverá arrancar já neste Verão".

Pedro Rodrigues
lembra que, "há cerca de 2 anos, caiu um muro de proteção por força da
ondulação marítima que se faz sentir naquele local" e que, "apesar de ser
uma responsabilidade da autarquia, no anterior mandato", a Câmara Municipal do Porto Moniz "pediu a colaboração do Governo
Regional para proteger a ETAR uma vez que esta corria o risco de ser
danificada e destruída pelo mar. O projeto já está pronto e o concurso
encontra-se a decorrer", assegura.

"Muito em breve
esta empreitada será adjudicada. Portanto, nos próximos meses, vamos iniciar
essa intervenção e essa sim com carácter de muita urgência para não haver
problemas mais graves com a ETAR", assegura o governante, em conclusão.