Nestes dias, voltei a deparar-me com esta frase de Rui Barbosa de Oliveira: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

Rui Barbosa foi político, jurista, advogado, diplomata, escritor, filólogo, jornalista, tradutor e orador brasileiro que viveu entre 1849 e 1923.

Apesar de antiga, esta frase continua a retratar a realidade atual. Na ânsia de entrarem na roda dos jogos de poder, muitos cedem. Porque julgam que, desta forma, terão acesso a mais regalias, ou de que dalguma forma estarão mais protegidos.

Esquecem-se que, quem tudo cede, sobretudo quem vende a sua consciência em troca de favores, corrompe o seu carácter e a sua essência. Esquecem-se que acabam por se tornar marionetas num teatro de fantoches. Esquecem-se que, em tudo na vida, há consequências. E acabam por transformar-se no tipo de pessoas com quem se rodeiam.