As mães estiveram no centro das atenções na celebração do Dia da Família realizada esta sexta-feira no Parque Urbano da Nazaré, num evento promovido pela Casa do Voluntário que reuniu dezenas de famílias num ambiente de convívio, cultura e partilha intergeracional.
A iniciativa contou com a participação de várias entidades sociais e comunitárias, entre as quais a Garouta do Calhau, Causa Social, Lar do Porto Moniz, Casa do Povo de São Martinho e a Direção Regional de Juventude, proporcionando uma tarde marcada por música, teatro e atividades dirigidas a todas as idades.
Presente no evento, a secretária Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, destacou o papel das mães como elemento estruturante da vida familiar e social, sublinhando a sua importância no equilíbrio das dinâmicas de cuidado, educação e estabilidade.
"As mães têm um contributo decisivo na construção da família e da sociedade. São muitas vezes o pilar invisível que assegura o funcionamento do dia a dia familiar", referiu a governante.
A secretária regional apresentou ainda dados recentes sobre a
realidade da maternidade na Região Autónoma da Madeira. Em 2025, 1.714 mulheres
residentes foram mães, resultando em 1.745 nados-vivos, números que confirmam a
quebra estrutural da natalidade nas últimas décadas, quando se registavam mais
de três mil nascimentos anuais.
Os indicadores revelam também novas dinâmicas sociais e
familiares: a idade média da maternidade subiu para os 30,6 anos; 12,7% das
mães residentes têm nacionalidade estrangeira, maioritariamente venezuelana e
brasileira; e mais de 62% dos bebés nasceram de mães não casadas, reflectindo
diferentes modelos de organização familiar.
No plano laboral, Paula Margarido destacou que 78,1% das mães
residentes na Madeira estavam empregadas em 2025, num contexto em que a Região
apresenta actualmente a taxa de desemprego mais baixa do país, fixada nos 4,5%
no primeiro trimestre de 2026.
A governante salientou igualmente o reforço do apoio social à
parentalidade. Em 2024, o Instituto de Segurança Social da Madeira processou
cerca de 7,5 milhões de euros em subsídios parentais, abrangendo 1.982
beneficiárias, com um valor médio de 3.789 euros por mãe, o mais elevado desde
que há registo.
A licença parental apresentou uma duração média de 109 dias, sendo
o Porto Moniz o concelho com o período médio mais elevado, atingindo os 115
dias.
"Mais importante do que os números é aquilo que eles representam:
a garantia de que nenhuma família deve sentir-se sozinha num momento tão
transformador como o nascimento de um filho", afirmou.
Ao longo da tarde decorreram actuações musicais, representações
teatrais e diversas actividades lúdicas dirigidas a todas as gerações, num
ambiente de celebração e partilha.
Na conclusão da intervenção, Paula Margarido deixou uma mensagem
de reconhecimento "a todas as mães, pais, avós e cuidadores" que diariamente "fazem da dedicação aos outros a sua maior missão", reafirmando o compromisso
do Governo Regional na construção de "uma Madeira mais humana, mais próxima e
mais solidária".

