“De
que está à espera o Governo Regional para, de uma vez por todas, assumir a
segurança dos madeirenses como uma prioridade? É preciso haver mais mortos e
feridos?”, questiona a presidente do PS-Madeira, Célia Pessegueiro, perante a nova derrocada ocorrida esta madrugada na via expresso, entre o Túnel João Delgado e o sítio da Pedra, no Seixal, na sequência da qual um agente da PSP ficou ferido com gravidade.
Refere que o local tem sido palco de quedas de pedras frequentes, a última das quais no
início deste mês, condicionando a circulação neste que é o principal circuito
de acesso ao Porto Moniz e pondo em risco a vida de quem ali transita.
Para
Célia Pessegueiro, esta situação exige uma intervenção urgente por parte do
Governo Regional, com uma solução bem estudada e estruturada, de modo a
garantir a segurança dos madeirenses e turistas que por ali passam.
“Ainda
há poucos dias, ouvimos Miguel Albuquerque, de forma displicente, a dizer que
não há verbas para fazer obras no local, quando, paradoxalmente, vemos o
Governo que lidera a destinar vários milhões de euros para investimentos que
não são prioritários, como o golfe”, critica a presidente dos socialistas,
apontando como exemplo mais recente a deliberação de ontem do Conselho de
Governo que canaliza cerca de 3,5 milhões de euros para a lagoa do campo de golfe
do Palheiro Ferreiro.
Célia
Pessegueiro vinca que o PS nada tem contra o golfe, mas esclarece que esse tem
de ser um investimento privado e não de “um Governo que, claramente, tem as
prioridades invertidas”.
“Em
circunstância alguma, a segurança das pessoas e do território pode ser
preterida em função de interesses económicos”, afirma a líder socialista,
acrescentando que, além disso, o Governo dispõe de capital proveniente das
receitas fiscais recordes que tem vindo a arrecadar à custa das dificuldades
sentidas pelos madeirenses com o aumento do custo de vida e da sua teimosia em
não baixar o IVA.
“O que é que este Governo pretende? Ser acusado de
negligência por não ter acautelado a segurança da população?”, pergunta a
socialista, rematando que, se o Orçamento Regional, que é bastante alimentado
pelos impostos dos madeirenses, serve para reparação de campos de golfe e
construção de novos, por maioria de razão também deve servir para fazer obras
para garantir a segurança da população.

