O Governo ucraniano pediu hoje uma reunião urgente do Conselho de
Segurança da ONU, depois dos últimos ataques russos a Kiev, nos quais morreram
pelo menos 12 pessoas e mais de 50 ficaram feridas.
"Instruí que uma reunião com o Conselho de Segurança da ONU
seja convocada imediatamente e que outros fóruns internacionais sejam
utilizados para responder aos assassínios de civis ucranianos e aos ataques
contra pessoal humanitário pela Rússia", declarou o ministro dos Negócios
Estrangeiros da Ucrânia nas redes sociais.
Andriy Sybiga relatou que a Rússia lançou 675 drones e 56 mísseis
contra Kiev nas últimas 24 horas, marcando o maior ataque desde o cessar-fogo
acordado durante as celebrações, no passado fim de semana em Moscovo, do 81.º
aniversário do Dia da Vitória das forças soviéticas sobre a Alemanha nazi.
O número de vítimas dos mais recentes ataques russos contra a
capital ucraniana foi subindo ao longo do dia pelos serviços de emergência e o
último balanço provisório era de 12 mortos.
O presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, disse que 57
pessoas ficaram feridas, das quais cerca de 20 foram hospitalizadas, enquanto
as operações de busca e salvamento continuam no distrito de Darnitsky, na
capital.
O autarca determinou um dia de luto oficial a ser observado na
sexta-feira em Kiev, segundo a agência de notícias Ukrinform.
O ministro dos Negócios Estrangeiros estimou, por seu lado, que o
número de mortos vá ainda subir, uma vez que cerca de duas dezenas de pessoas
permaneciam desaparecidas sob os escombros dos edifícios alvejados.
"Um terrorismo russo de tal escala exige fortes respostas
internacionais, e apelo a todos os Estados para que reajam",reforçou
Sybiga, que convidou o corpo diplomático para visitar um dos locais mais
atingidos pelos ataques russos.
O chefe da diplomacia de Kiev justificou que "o mundo precisa
de ver que a resposta da Rússia" às propostas de paz de Kiev e "agir
em conformidade".
A Rússia lançou esta manhã e pelo terceiro dia consecutivo ataques
aéreos contra Kiev e outras regiões da Ucrânia, no rescaldo de um breve
cessar-fogo marcado por acusações de violações entre as duas partes, e quando
as negociações de paz promovidas pelos Estados Unidos continuam sem avanços.
A última ronda trilateral foi realizada em Genebra, Suíça, em 17 e
18 de fevereiro, e terminou com os dois lados afastados sobre os temas
essenciais das conversações, que dizem respeito ao futuro das regiões
reivindicadas pela Rússia no leste da Ucrânia e garantias de segurança a Kiev
para prevenir uma nova agressão de Moscovo.
