A União dos
Sindicatos da Madeira (USAM ) promoveu, esta manhã, uma acção pública de
contacto com trabalhadores e população em geral na Rua Fernão de Ornelas, junto
à Feira dos Tecidos, no âmbito da mobilização para a greve geral marcada pela CGTP para 3
de Junho.
À margem da
iniciativa, Elisa Mendonça, dirigente da USAM e também da Comissão para a
Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP-IN, lançou um apelo à participação
feminina na paralisação, defendendo que as mulheres têm tido “um papel
determinante” em todas as conquistas sociais e laborais.
“O que nós
precisamos é que as mulheres se movimentem e se unam em torno desta questão”,
afirmou, considerando que o pacote laboral que o Governo da República pretende
aprovar “vem prejudicar a vida de todos os trabalhadores”, com impacto
particular nas mulheres, sobretudo ao nível dos horários flexíveis, dos
direitos da parentalidade e da contratação colectiva.
A dirigente
sindical recordou, além disso, várias lutas laborais na Madeira marcadas pela
participação feminina, como as das bordadeiras e da água na Ponta do Sol,
defendendo que a mobilização de 3 de Junho deverá voltar a contar com uma forte
adesão das trabalhadoras. Além da greve geral, a USAM prevê uma concentração às
11h30 em frente à Assembleia Legislativa da Madeira.
As declarações
surgem no mesmo dia em que o Governo da República reúne-se em Conselho de
Ministros para aprovar a revisão da legislação laboral, medida fortemente
contestada pela estrutura sindical. “Isto é um pacote dos patrões e do Governo
contra os trabalhadores”, criticou Elisa Mendonça, garantindo que a posição da
USAM é de oposição total às alterações previstas.
A sindicalista
alertou ainda para aquilo que considera ser uma fragilização dos mecanismos de
protecção laboral. “Mesmo com a lei actual já existem patrões que não cumprem.
Agora, com este pacote laboral, o que está em causa é que não vai haver lei
para salvar os trabalhadores”, afirmou.
Ao longo da
manhã, os dirigentes sindicais distribuíram documentos informativos e
contactaram directamente com trabalhadores e transeuntes, numa acção de
sensibilização que antecede a greve geral convocada para o início de Junho.

