O deputado do Chega (CH),
Francisco Gomes, eleito pela Madeira para o parlamento nacional, "criticou duramente a administração da RTP", acusando-a de "ter
transformado a estação pública num mealheiro altamente rentável para
administradores, enquanto os serviços e profissionais das regiões autónomas
continuam abandonados e sem os meios necessários".
Estas críticas "surgem
após terem sido conhecidos dados que apontam para um aumento salarial de cerca
de 11% da administração da RTP num ano em que a empresa voltou a apresentar
prejuízos de quase 4 milhões de euros", explica o deputado. "A RTP tornou-se um
paraíso para administradores pagos como lordes e senhores, enquanto os
trabalhadores nas regiões autónomas continuam esquecidos, abandonados e a fazer
serviço público quase por milagre", acusa e lamenta.
Francisco Gomes considera "particularmente grave a situação da RTP-Madeira, defendendo que a
qualidade do serviço prestado na Região resulta exclusivamente do
profissionalismo e dedicação dos trabalhadores locais", acusando ainda a
administração da RTP de "ter abandonado os profissionais das autonomias". E acrescenta: "Se a RTP-Madeira
ainda funciona e mantém qualidade, é apenas graças ao brio, ao esforço e ao profissionalismo
dos trabalhadores. Porque da administração da RTP não recebem apoio, nem
respeito, nem investimento. É uma vergonha."
O deputado na Assembleia da República culpa, portanto, "a empresa pública de viver afastada da realidade das regiões autónomas e
de privilegiar estruturas centrais em detrimento das necessidades da Madeira e
dos Açores", considerando "inadmissível que existam aumentos salariais na administração enquanto
persistem problemas estruturais, falta de meios e dificuldades operacionais nas
delegações regionais".
E conclui: "Há uma RTP de luxo
para os administradores e uma RTP de sobrevivência para quem trabalha nas
regiões autónomas. Isto é um insulto aos profissionais, um abuso dos
contribuintes e tem mesmo de acabar."

