A Câmara Municipal do Funchal
reservou 85 mil euros para esterilizar animais errantes e de famílias
carenciadas do concelho, através de protocolos que voltaram hoje a ser firmados
com cinco associações ligadas à causa animal.

Cada uma das cinco associações
envolvidas vai receber 17 mil euros, verba que deverá ser aplicada na esterilização
de cães e gatos. Para este ano, houve um aumento na ordem dos 13%, conforme
notou Jorge Carvalho.

Aos jornalistas, o presidente da
Câmara Municipal do Funchal reconheceu ser esta uma abordagem de “fim de linha”,
destacando a importância de uma maior consciencialização da população para a
adopção responsável e para o combate ao abandono animal. O autarca reforçou que
ter um animal implica responsabilidade e cuidados permanentes.

“Estas instituições são parceiros
fundamentais para podermos dar uma resposta mais eficiente e mais eficaz não só
a famílias de baixa condição económica, mas acima de tudo porque estão mais
próximas dos diferentes contextos, algumas tendo inclusive a capacidade de
poder reter alguns animais durante algum tempo, tendo uma maior proximidade
também com as clínicas veterinárias”, argumentou Jorge Carvalho.

Integram este protocolo a AMAIS –
Associação Madeira Animais, a Patinhas Risonhas, a Vamos Lá Madeira, a Ajuda a
Alimentar Cães e a SPAD - Sociedade Protectora dos Animais Domésticos.

O Funchal dispõe de canil e gatil municipais, procurando dar resposta às situações sinalizadas e promovendo, simultaneamente, a adopção de animais. Conforme apontou Paula Jardim, vereadora com os pelouros do Ambiente, Águas, Espaços Verdes e Acção Climáticas, as adopções têm sido constantes, incluindo através de associações que promovem adopções fora do país. Nos últimos quatro anos foram adoptados 1.253 cães e gatos no espaço que a autarquia possui, no Vasco Gil.

Apesar desse esforço, o canil municipal continua com uma elevada ocupação, acolhendo actualmente cerca de 400 animais entre cães e gatos. A Câmara alerta que a capacidade das estruturas não é ilimitada e sublinha que o combate ao abandono deve envolver toda a comunidade e também os restantes concelhos da Madeira.