O Governo de Espanha disse hoje terem sido desembarcadas e
repatriadas nas Canárias 125 pessoas de mais de 20 nacionalidades que estavam
no barco com hantavírus e deu a operação por concluída.
"Missão cumprida. Acabámos a operação com êxito", disse
a ministra da Saúde espanhol, Mónica García, numa conferência de imprensa no
porto de Granadilla, Tenerife, no arquipélago das Canárias, onde o navio de
cruzeiro "MV Hondius" esta ancorado desde domingo de manhã.
Por más condições do mar, o "MV Hondius" teve de acostar
hoje, durante uma hora, para o desembarque do último grupo, de mais de 20
pessoas, e zarpou às 19:00 (mesma hora em Lisboa), com um grupo de tripulantes,
rumo a Roterdão nos Países Baixos, país da bandeira do paquete e do armador.
Os restantes desembarques, todos no domingo, foram feitos em
lanchas.
Tripulantes e passageiros saíram em pequenos grupos do barco, com
máscaras e fatos de proteção sanitária completos, e foram levados diretamente,
em veículos militares, para a pista do aeroporto Tenerife Sul, onde embarcaram
de imediato nos aviões que os levaram aos respetivos destinos.
Foram usados aviões fretados por vários países e da União
Europeia, ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
A operação foi coordenada por Espanha, Países Baixos, a
Organização Mundial da Saúde (OMS), o Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC,
na sigla em inglês) e outros organismos da União Europeia.
O diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, agradeceu a todos os
países e organismos envolvidos, sobretudo a Espanha, "pela liderança e
coordenação" desta operação nas Canárias, que considerou ter decorrido
"muito bem".
Tedros Adhanom Ghebreyesus, que falava ao lado da ministra
espanhola no porto de Granadilla, disse que os tripulantes que permanecem no
navio terão também agora apoio e acompanhamento à chegada a Roterdão, prevista
para dentro de alguns dias.
Seguiram no barco 27 pessoas, incluindo um médico e uma enfermeira
da OMS, disse Mónica Garcia.
