A notícia do DIÁRIO de 29 de Abril de 2026 relata que um condutor abandonou o carro após um despiste no Monte, tendo embatido em viaturas estacionadas e deixado o prejuízo para trás. Nos comentários, na verdade num comentário de um leitor do DIÁRIO, este deixa várias considerações que merecem um fact-check.

O leitor Jorge Jaques salienta: "Abandonar o local de um acidente com danos patrimoniais é uma contraordenação grave e pode até ser crime se o condutor se recusar a identificar‑se ou estiver alcoolizado. A PSP investiga, identifica o veículo e o processo avança sempre. O seguro, quando existe, paga às vítimas pelos danos patrimoniais mas depois cobra tudo ao condutor por violação das condições da apólice, fuga, ocultação e incumprimento legal. A maioria das apólices excluem cobertura nestes casos, por isso o responsável acaba a pagar tudo do próprio bolso. E quando o carro nem seguro tem, entra o Fundo de Garantia Automóvel, que já alertou que os custos estão a explodir. Resultado nestes casos: todos os condutores portugueses pagam a fatura através do aumento dos prémios. Fugir nunca compensa."