A presidente do
PS-Madeira criticou, hoje, as alterações à lei laboral que estão a ser
preparadas pelo Governo da República, alertando que as mesmas "potenciam a
precariedade e constituem um risco de retrocesso em direitos consagrados".
Na véspera do Dia do
Trabalhador, Célia Pessegueiro, citada em nota de imprensa, enalteceu a "resiliência dos trabalhadores
madeirenses", que “tiveram sempre de ‘partir pedra’ para conseguirem alguma
coisa”.
A líder socialista manifestou também apreensão com o facto de, na Região, os salários
médios serem mais baixos do que no resto do País, em contraponto com o custo de
vida mais elevado.
Como afirmou, "estas
circunstâncias, associadas às alterações à lei laboral, que se encontram neste
momento em fase de concertação – com a oposição de todos os sindicatos – fazem
antever dificuldades acrescidas, especialmente para quem reside numa região
insular como a Madeira".
A líder dos
socialistas madeirenses chamou particular atenção para a situação dos jovens,
tendo em conta que a proposta do Governo prevê a flexibilização dos
despedimentos e o alargamento dos contratos a prazo, que passam a ser de três
anos. Estas medidas, vincou, “criam uma precariedade muito grande”.
Conforme referiu
Célia Pessegueiro, “o Governo teve a grande proeza” de não conseguir apoio nem
acordo com nenhum dos sindicatos. “Temos já mais de nove meses de
discussão e aquilo que se prevê é uma solução à força, que é o Governo levar à
Assembleia da República uma proposta que não tem acordo com os parceiros”,
apontou, acrescentando que, mais de 50 anos depois do 25 de Abril, esta
situação não deveria acontecer.
Aproveitando as
comemorações do Dia do Trabalhador, a presidente do PS-Madeira aproveitou
também para questionar o Governo Regional sobre o prometido subsídio de
insularidade para os trabalhadores do privado e do social, previsto no
Orçamento Regional para 2026.
“Seria importante que a secretária regional da
Inclusão e o presidente do Governo viessem afirmar, de uma vez por todas, se
vai ou não haver subsídio de insularidade para os trabalhadores do privado e
como é que isso se vai proceder”, desafiou.

