Oito jogos. É este o novo número
mágico para qualquer selecção que ambicione conquistar o Campeonato do Mundo de
futebol. Se Cristiano Ronaldo e companhia quiserem erguer o troféu este ano,
terão de disputar mais uma partida do que até aqui, um reflexo directo do aumento
do número de selecções participantes na maior competição de futebol do planeta.
A razão para este aumento está no
novo formato Mundial, que contará, pela primeira vez, com 48 selecções.
Trata-se de uma mudança histórica que amplia o número de participantes e,
consequentemente, o total de jogos necessários para chegar à final.

A competição começa com uma fase
de grupos composta por 12 grupos de quatro equipas. Cada selecção realiza três
encontros nesta fase inicial, mantendo-se, aqui, a lógica tradicional. No
entanto, o alargamento do torneio obriga a novas ‘soluções’ na passagem à fase
seguinte.
Assim, qualificam-se para a fase
a eliminar os dois primeiros classificados de cada grupo, bem como os oito
melhores terceiros. No total, 32 seleções seguem em frente. Em 2022, última vez
no anterior formato, a primeira fase contava com oito grupos. Os dois primeiros
passavam à fase a eliminar, 16 selecções portanto.
Outra grande novidade do Mundial’2026
surge com a introdução dos 16/avos-de-final. Esta nova ronda acrescenta mais um
jogo ao percurso das seleções candidatas ao título. Depois seguem-se os oitavos-de-final,
quartos-de-final, meias-finais e a tão ambicionada final.
Feitas as contas, uma equipa que
chegue ao título terá de realizar oito jogos: três na fase de grupos e cinco na
fase a eliminar. No modelo anterior, eram sete jogos (três na fase de grupos e
quatro a eliminar, começando nos oitavos-de-final).

Este novo formato pretende tornar
o Mundial mais inclusivo, dando espaço a mais selecções de diferentes
continentes e aumentando a competitividade global. Contudo, traz também maiores
exigências físicas e estratégicas, já que as equipas terão de manter um nível
elevado durante mais tempo.

