A Semana da Cultura da Ribeira
Brava acolheu, esta tarde, a escritora 'best-seller' Sofia Castro
Fernandes, uma das "mais lidas e influentes do país", que "trouxe o seu novo livro, num encontro marcado pela proximidade e pela reflexão
sobre as mudanças da vida contemporânea", dá conta a uma nota da organização.

Mais do que a apresentação de
um livro, "o encontro foi uma celebração da escrita que cura, inspira e orienta
milhares de pessoas em todo o país. A escritora apresentou 'Às vezes mudar é
ficar', uma obra que chega ao mercado como um manifesto contra a pressa e a
funcionalidade excessiva das nossas vidas. Sofia Castro Fernandes partilhou
como o ato de 'ficar connosco' e respeitar os ritmos do próprio corpo,
sobretudo na menopausa, é o maior gesto de resiliência", acrescenta.

O
livro, conta, "é um convite para um olhar profundo sobre cada um de nós, abrandar e
repensar temas como a pressa, a culpa e os limites que nos impomos". E destaca que "ficar
connosco, ficar no corpo quando ele muda, ficar na vida quando ela deixa de
caber nas versões antigas de nós" foi uma das mensagens centrais, "assim
como o facto de que, por vezes, o gesto mais corajoso não é partir, mas saber
ficar e ajustar-se a uma nova realidade".

O "trabalho de autoajuda" de Sofia Castro Fernandes "é
reconhecido por ir ao encontro das necessidades do público, sobretudo
desconstruir a culpa e a estabelecer limites saudáveis, transformando a
vulnerabilidade em força".

A autora é "o
rosto por detrás do fenómeno 'Às nove no meu blogue' e consolidou-se como uma
das autoras mais lidas de Portugal por conseguir traduzir em palavras as
emoções mais complexas. Com uma escrita empática e profunda, a autora tem sido
um farol para milhares de leitores que procuram, nos seus textos, o equilíbrio
e a coragem para enfrentar os desafios da vida moderna", continua.

Manhã marcada pela recriação
da cabotagem

Refira-se que durante
a manhã, a praia da Ribeira Brava foi palco da recriação da cabotagem, "revivendo as trocas comerciais e o transporte de passageiros do final do século
XIX. Historicamente, o momento recordou a importância estratégica do concelho
nas ligações marítimas da época na Madeira e reviveu os ofícios da época, assim
como os estratos sociais divididos entre o clero, a nobreza, a realeza e o
povo", conta a Câmara Municipal.

Jorge
Santos, o presidente da Câmara, juntamente com o seu executivo, participou
activamente no evento como figurante, reforçando a proximidade às tradições
populares. "Esta recriação já é um marco na nossa localidade e tem
crescido a cada edição. É um momento de união que preserva a nossa identidade e
honra o passado da Ribeira Brava", destacou o autarca.