O Grupo Parlamentar do Chega vai apresentar no parlamento madeirense um requerimento a questionar o Governo
Regional sobre o alegado transporte de combustível
de aviação no navio ferry Lobo Marinho, que assegura a ligação marítima entre a
Madeira e o Porto Santo.
Em comunicado, o partido esclarece que a iniciativa surge após o partido ter tido acesso a "elementos visuais que indiciam o desembarque, no Porto Santo, de um camião cisterna alegadamente contendo combustível destinado à aviação, após transporte marítimo na ligação regular assegurada pelo referido navio".
Considera o Chega ser necessário um esclarecimento, por parte do Executivo, sobre este assunto, reforçando que "o transporte marítimo de mercadorias perigosas, nomeadamente combustíveis e líquidos inflamáveis, está sujeito a regras específicas de segurança, certificação, declaração, comunicação às autoridades, estiva e segregação", podemos ler na mesma nota.
Do Governo Regional, o Chega quer saber se esta situação se confirma e qual o enquadramento legal e operacional da mesma, bem como se essa operação, a ter acontecido, foi ou não realizada em conjunto com o transporte de passageiros. Na mesma linha, pretende o partido saber se a APRAM - Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira tfoi devidamente informada e se tomou todas as medidas necessárias nesse sentido.
O Chega solicita, também, o envio de documentação detalhada,
incluindo autorizações, manifestos de carga, declarações relativas a
mercadorias perigosas, pareceres técnicos e registos operacionais.
No comunicado, o Grupo Parlamentar do Chega salienta que "não está em causa criar alarmismo, mas sim garantir que uma matéria
sensível, envolvendo transporte de combustível e uma ligação marítima utilizada
por passageiros, é devidamente esclarecida perante os madeirenses e
porto-santenses".

