O
PS-Madeira insistiu, hoje, na necessidade de o Governo Regional baixar a taxa
de IVA aplicável a bens alimentares essenciais, para atenuar as dificuldades
que as famílias estão a sentir com o aumento do custo de vida.
Em
conferência de imprensa, realizada em Câmara de Lobos, a presidente dos
socialistas alertou para o facto de, nos últimos três anos, o preço do cabaz
alimentar ter aumentado 50%, o que, associado à subida de outros bens, serviços
e combustíveis, está a tornar-se incomportável para muitas famílias.
"Para
comprarem hoje aquilo que há três anos compravam com 100 euros, as pessoas
precisam de gastar 150 euros", exemplificou Célia Pessegueiro, alertando que o
preço do cabaz essencial aumentou 50%, mas os salários não subiram nessa
proporção.
Face
a esta realidade, a líder socialista criticou o Governo Regional por fazer
vários anúncios, mas não implementar medidas directas de apoio às famílias,
nomeadamente a baixa do IVA nos bens alimentares. "O PS tem uma proposta
na Assembleia Regional com esse objectivo e vamos ver qual será a atitude do
PSD: vai aprovar, ou vai chumbar, como tem acontecido com todas as outras
medidas que temos apresentado para fazer baixar o preço dos produtos?",
questionou.
Célia
Pessegueiro apontou que, só nos dois primeiros meses deste ano, o Governo
Regional arrecadou mais 7 milhões de euros de IVA, comparativamente a igual
período do ano passado. "Por aqui se percebe que quem verdadeiramente está a
ganhar com esta crise é o Governo Regional, que continua a arrecadar receita e,
até agora, ainda não teve a atitude que se esperava de quem governa e de quem
se preocupa com as pessoas, que era baixar os impostos na alimentação, para
permitir que as pessoas gastem menos, porque, na verdade, não dispõem de mais
recursos, uma vez que os ordenados não aumentaram", declarou.
A
presidente dos socialistas pede, por isso, que haja "ponderação" por parte do
Executivo e que, por via da Assembleia Legislativa, aprove a proposta do PS
para a redução do IVA nos bens alimentares, de modo a aliviar a pressão que os
madeirenses estão a sentir com a escalada de preços.

