Uma comitiva da Juventude Popular da
Madeira participou no XXVII Congresso Nacional da Juventude Popular, que
decorreu este fim-de-semana na Maia.

Segundo nota à imprensa, na sua intervenção, o presidente da JP
Madeira, Leandro Silva, deixou mensagens dirigidas quer à família centrista,
quer ao espaço político regional, defendendo que o CDS-PP deve afirmar-se com
"voz própria e que a Juventude Popular tem de continuar a ser a estrutura
mais livre, mais irreverente e mais reivindicativa do partido".

No plano nacional, o dirigente afirma
que "CDS-PP deve reconhecer a verdadeira coligação que se exige, mas com a
Juventude Popular”, considerando que a JP tem sido “a única estrutura
verdadeiramente leal” e aquela que pode dizer "com frontalidade, o que
muitas vezes o partido, por responsabilidade institucional”, à semelhança do
que ocorre na região.

Já a nível regional, Leandro Silva,
deixou uma resposta política ao ambiente que se vive em sectores do PSD
Madeira, "numa altura em que continuam a surgir sinais de uma leitura
política desligada da realidade eleitoral da Região".

O presidente da estrutura considera
que "há ainda quem permaneça preso a uma lógica ultrapassada e incapaz de
reconhecer aquilo que os madeirenses já disseram com clareza desde 2019, o PSD
Madeira deixou de ter legitimidade política bastante para governar sozinho,
sendo a solução governativa atual resultado dessa realidade eleitoral" e
relembra que o "CDS é o garante da estabilidade política e da
governabilidade em nome da Madeira e dos Madeirenses".

Na sua intervenção, recordou também
que “o CDS de hoje não é o CDS de ontem”, sublinhando que o partido tem
atualmente voz própria, peso político e capacidade de influência governativa,
não aceitando ser remetido para segundo plano nem ser alvo de ataques
permanentes por parte de quem, em bom rigor "lhe deve lealdade no quadro
da solução política existente".

Para a JP Madeira, a presença no XXVII
Congresso Nacional serviu assim para reafirmar uma linha política assente na
autonomia, na frontalidade e na exigência, deixando claro que a juventude
centrista não abdicará de defender, dentro e fora de portas, um CDS-PP mais
firme, mais respeitado e mais decisivo.