A
Escola Secundária de Francisco Franco acolhe, no próximo dia 21 de abril,
às 10h00, no Ginásio Central, uma palestra proferida pelo Professor Doutor
Carlos Fiolhais, subordinada ao tema “Do átomo ao algoritmo: a Física e a
Química que tornam a Inteligência Artificial possível”.
A
iniciativa, dinamizada pelo Grupo de Física e Química da ‘Francisco
Franco’, é dirigida a cerca de 180 alunos, proporcionando um momento de
elevado interesse científico e pedagógico, ao aproximar os estudantes de um dos
mais relevantes temas da atualidade: a Inteligência Artificial.

Esta
palestra propõe uma viagem conceptual desde a estrutura da matéria — ao nível
atómico e molecular — até ao desenvolvimento de algoritmos e sistemas
computacionais, evidenciando como os princípios fundamentais da Física e da
Química estão na base das tecnologias digitais que hoje transformam a
sociedade. Ao explorar esta ligação, os alunos terão a oportunidade de
compreender que a Inteligência Artificial não surge isoladamente, mas assenta
em conhecimentos científicos sólidos que vão desde a física dos semicondutores
até à química dos materiais.
Do
ponto de vista pedagógico, a iniciativa reforça a importância de uma
aprendizagem integrada e interdisciplinar, estimulando o pensamento crítico, a
curiosidade científica e a literacia tecnológica. A relevância do tema é
particularmente significativa num contexto em que as competências digitais e
científicas assumem um papel determinante na formação dos cidadãos e no futuro
profissional dos jovens.
A
Escola Secundária de Francisco Franco reafirma, com esta iniciativa, o seu
compromisso com a promoção da cultura científica e com a formação de alunos
informados, críticos e preparados para os desafios do século XXI.

Nascido em Lisboa, a 12 de Junho de 1959 (69 anos), Carlos Filhais licenciou-se em Física na Universidade de Coimbra em 1978 e doutorou-se em Física Teórica na Universidade Goethe, em Frankfurt am Main, Alemanha, em 1982. É professor catedrático emérito no Departamento de Física da Universidade de Coimbra desde 2000. Foi professor convidado em universidades de Portugal, Brasil e Estados Unidos.
Fundou e dirigiu o Centro de Física Computacional, onde instalou o maior e mais rápido supercomputador português para cálculo científico.
É um dos mais conhecidos comunicadores de ciência nacionais, com livros, manuais escolares e centenas de artigos publicados. Foi coordenador científico da área de «Conhecimento» da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Dirigiu a «Gazeta de Física» da Sociedade Portuguesa de Física e presidiu ao conselho científico do «European Physical Journal».
Dirigiu a Biblioteca Geral da UC, onde criou o repositório digital «Alma Mater», e dirige a coleção «Ciência Aberta» da Gradiva.
Distinguido com a Ordem do Infante D. Henrique e o Globo de Ouro de Mérito e Excelência em Ciência da SIC (2005), recebeu ainda o Grande Prémio Montepio-Ciência Viva (2017), o prémio José Mariano Gago da SPA (2018), a medalha de mérito do Ministério da Ciência (2022) e a medalha de ouro da cidade de Coimbra (2024).
O seu nome foi dado a uma nova Biblioteca em Coimbra e a um Centro de Inovação na Maia.
