O Partido Trabalhista Português (PTP), através de José Manuel Coelho, já se pronunciou sobre a nomeação de Paulo Barreto para Representante da República para a Madeira.
Numa nota enviada às redacções, vê nesta escolha um "sinal alarmante para as
instituições democráticas da Região". E justifica essa avaliação com base no desempenho do novo Representante da República enquanto presidente da Comarca da
Madeira ou delegado da Comissão Nacional de Eleições (CNE).
José Manuel Coelho recorda o que classifica como "episódios negros na justiça e na liberdade de expressão na Madeira", nomeadamente a acção contra o jornal 'Garajau' ou alguns "democratas que ousaram desafiar o regime jardinista", lemos na referida nota.
Na mesma missiva é referido que "durante o seu tempo na Comarca da Madeira, a grande
corrupção política floresceu sem que a justiça fizesse o seu devido trabalho de
fiscalização e punição, permitindo que esquemas de compadrio se enraizassem na
Região", apontando como exemplos o caso da dívida oculta da Madeira ou o que envolveu a agente de execução Maria João Marques.
Perante a escolha de Paulo Barreto, o PTP diz que "não é de admirar que
Miguel Albuquerque e Paulo Cafofo estejam satisfeitos", argumentando que esta escolha "servirá, uma vez mais, como instrumento de protecção das
elites que há décadas dominam o arquipélago".
Por essas razões, Coelho diz que este "é o primeiro tiro nos pés" de António José Seguro.

