O preço de quartos para arrendamento em casas
partilhadas no Funchal aumentou 11%, acima da média nacional (8%) no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o
mesmo período do ano anterior, segundo uma análise do idealista, marketplace
imobiliário líder em Portugal. Já em relação ao
trimestre anterior, os preços por quarto na capital madeirense subiram 5% (no país há uma descida de 1%), passando agora a custar, em média, 500 euros por mês.
"Os
preços dos quartos para arrendar aumentaram em 13 dos 19 municípios analisados", salienta o idealista. "Foi em Bragança onde os preços mais subiram, com um aumento de 13% face ao
mesmo período do ano passado. Seguem-se o Funchal e a Guarda (ambos com 11%),
Lisboa (10%), Castelo Branco (9%), Santarém (8%), Porto (7%), Vila Real (6%),
Viseu (4%), Ponta Delgada e Setúbal (ambos com 3%) e Coimbra (2%). Braga
registou uma subida ligeira de 1%". E acrescenta: "Em
Aveiro (-9%) e Évora (-3%), os preços desceram. Já em Faro, Leiria, Portalegre
e Viana do Castelo, os preços mantiveram-se estáveis durante o período
analisado."
Quanto ao preço, depois de Lisboa que "continua a ser a cidade com os quartos mais caros, com preços medianos a rondar
os 550 euros mensais", segue-se o "Funchal (500 euros/mês), Porto (450
euros/mês), Ponta Delgada (412 euros/mês), Faro e Setúbal (ambos com 400
euros/mês), Aveiro e Évora (ambos com 360 euros/mês), Braga (355 euros/mês),
Viana do Castelo (350 euros/mês), Coimbra (335 euros/mês) e Santarém (325
euros/mês)", enquanto com preços "até
300 euros mensais, encontram-se Leiria (300 euros/mês), Viseu (270 euros/mês),
Vila Real (265 euros/mês), Castelo Branco e Portalegre (ambos com 250
euros/mês)". Já "as cidades mais económicas para arrendar quarto continuam a ser a Guarda (210
euros/mês) e Bragança (225 euros/mês)", frisa.
Refira-se que "nos primeiros três meses de 2026, o mercado de quartos
para arrendar revelou uma evolução mais contida do que na comparação anual, com
os preços a manterem-se estáveis em oito dos 19 municípios analisados", mas "ainda
assim, registaram-se subidas pontuais em alguns mercados, com Setúbal a
destacar-se ao apresentar a maior valorização trimestral (10%)". E aponta: "Seguem-se o Funchal e Portalegre (ambos com 5%),
Castelo Branco (4%), Aveiro e Évora (ambos com 3%), Bragança e Coimbra (ambos
com 2%) e Braga (1%). Em sentido contrário, os preços dos quartos desceram
em Vila Real (-5%) e Leiria (-4%). Já em Beja, Faro, Guarda, Lisboa, Ponta
Delgada, Porto, Santarém, Viana do Castelo e Viseu, os preços mantiveram-se
estáveis face ao trimestre anterior."
Regista o portal que "os
dados publicados nesta análise revelam que o arrendamento de quartos não é uma
opção habitacional apenas para estudantes, convertendo-se também na opção
eleita por jovens nos seus primeiros anos no mercado de trabalho e em alguns
casos até mais tarde".
Isto porque "a actual realidade do mercado de arrendamento português
nas grandes cidades faz com que seja complexo para muitas pessoas solteiras ou
separadas suportar o custo de uma casa, tornado o arrendamento de um quarto a
opção mais vantajosa. Por outro lado, partilhar casa continua a ser um estímulo
para muitos jovens com vontade de serem independentes e de saírem da casa dos
pais, uma tendência que deverá aumentar nos próximos anos", justifica.

