A Nova Direita vem, através de comunicado, tornar público o
seu "profundo descontentamento e preocupação" relativamente ao "mau funcionamento" de alguns serviços no Hospital Dr. João de Almada e no Hospital dos
Marmeleiros.
O paritdo refere que o seu coordenador, Paulo Azevedo, teve conhecimento
de situações "extremamente graves" que colocam em causa não só as condições de
trabalho dos profissionais, mas também a qualidade dos cuidados prestados aos
utentes.
De acordo com Paulo Azevedo, no Hospital Dr. João de Almada foi reportado que os
auxiliares estão actualmente a trabalhar sem escala definida, alegadamente por
perda da mesma, sendo que a responsável do serviço terá informado que não será
elaborada uma nova escala. "
Esta situação, aliada à escassez de recursos
humanos, leva a que os profissionais trabalhem sob enorme pressão, sem tempo
sequer para refeições básicas", refere, acrescentando que existem turnos nocturnos assegurados por apenas
um auxiliar, o que é "manifestamente insuficiente" e compromete seriamente o apoio
aos doentes internados.
Por sua vez, no Hospital dos Marmeleiros a situação "é igualmente preocupante". Segundo a Nova Direita afirma, o serviço de cozinha enfrenta uma "grave falta de pessoal", obrigando os
trabalhadores a desempenharem funções em sobrecarga constante, "em condições que
se aproximam da exploração laboral".
"Adicionalmente, no serviço de manutenção desta unidade,
existe apenas uma escala de prevenção, sendo que um único trabalhador —
carpinteiro — é responsável por responder a avarias de diversas naturezas,
incluindo eletricidade e canalização, muitas vezes sem os meios e ferramentas
adequados para o efeito. Foi ainda reportada a existência de auxiliares com mais de
40 feriados trabalhados por compensar, seja através de pagamento ou de
descanso, estando estes devidamente comprovados", pode ler-se no comunicado.
Perante este cenário, o partido questiona como é possível que os
responsáveis destas instituições afirmem que tudo se encontra dentro da
normalidade. "Questionamos igualmente a inação das estruturas sindicais que
deveriam defender estes trabalhadores e garantir o cumprimento da lei", questiona o partido.
"Face à gravidade dos factos, apelamos à intervenção urgente
das entidades competentes, de forma a assegurar condições dignas de trabalho e
a qualidade dos serviços prestados à população", conclui a Nova Direita.

