Os combustíveis podem vir a aumenta na Madeira à semelhança
do que se se passará com outros locais do Mundo devido à guerra entre os
Estados Unidos e o Irão, mas “terão sempre um preço menor, porque o ISP na
Madeira é sempre menor do que é nos Açores, do que é no continente”, assegurou
o secretário regional de Economia. José Manuel Rodrigues teme pelos aumentos nos
transportes, matérias-primas e bens.

O secretário assegurou esta manhã que o Governo Regional vai
acompanhar o aumento do preço do petróleo com a redução do imposto sobre produtos
petrolíferos e energéticos (ISP). Neste momento, na Madeira, precisou, os
combustíveis são 14 cêntimos inferiores ao preço do continente e sete cêntimos a
menos em relação ao preço em vigor nos Açores.

O titular da pasta da Economia teme por outro lado que o
conflito possa ter impacto depois nos preços dos transportes marítimos, também
nas matérias primas essenciais e nos bens adquiridos pela população. “De qualquer
forma, se nós conseguirmos controlar os preços de forma administrativa dos
combustíveis, nós também conseguimos que isso tenha menos impacto na vida das
empresas e das famílias”, acredita.

Em relação à reserva de cereais, José Manuel Rodrigues
detalhou que para 2026 é no valor de 872.000 euros, e com stock que dá para dois
meses, um recurso a que o governante espera não ter de recorrer. “Esperemos que
não seja necessário acionar essa reserva de cereais, esperando nós que o
conflito se resolva rapidamente”.

O secretário regional de Economia, esta manhã à margem da apresentação
dos resultados do Projeto de Criação do Port Community System para o Porto do
Funchal, destacou a prudência do Executivo de manter a reserva de cereais que
foi criada durante a pandemia, pois agora com o novo conflito não é certo que não
haja um bloqueio que afecte o abastecimento à Região, assumiu.

Na Gare Marítima da Madeira, no Porto do Funchal, o também
líder do CDS, reforçou que em relação ao ISP a redução ou aumento é feita semanalmente
em função dos preços no mercado internacional. Os combustíveis podem vir a
aumentar, mas se houver um aumento dos combustíveis, haverá também um aumento
do IVA do Estado e dos Governos Regionais, analisou. “Isso permitirá acomodar
uma possível redução do ISP sobre os combustíveis”, tranquilizou.