O Partido Trabalhista Português (PTP) criticou, esta quinta-feira, a inação
do Governo Regional na proteção do património edificado, na sequência da
derrocada que fez Capela de Nossa Senhora da Vida desabar, no Arco da Calheta.

Numa nota à comunicação social, a líder do partido, Raquel Coelho, afirmou que a perda da
capela, “é o resultado direto de mais de uma década de alertas ignorados e da
total falta de prioridade dada pelo Governo Regional à preservação do
património histórico”.

Segundo
a dirigente do PTP, enquanto edifícios com valor cultural e histórico são
deixados ao abandono, o executivo regional “encontra sempre recursos quando
estão em causa obras ou interesses económicos específicos”.

“Disseram
que não havia dinheiro para salvar esta capela, mas quando se trata de outros
empreendimentos, ligados aos empresários com ligações políticas, o
financiamento aparece rapidamente. Isto demonstra quais são as verdadeiras
prioridades do Governo”.
— Raquel Coelho, PTP

Para
o PTP, a perda da capela representa “mais um episódio de negligência política
que está a apagar, pouco a pouco, a memória histórica da Madeira”.

Raquel
Coelho defende que a Região precisa urgentemente de um plano sério de proteção
e recuperação do património edificado, alertando que, sem uma mudança de
política, “outros edifícios históricos acabarão por ter o mesmo destino”.