Célia Pessegueiro não poupou nas críticas, esta quarta-feira, ao que diz ser a inacção do Governo Regional no contrariar a intenção de centralização da gestão dos fundos comunitários já a partir do próximo quadro comunitário.

Numa visita ao Ecocentro do Porto Moniz, acompanhando os deputados do PS que integram a Comissão de Ambiente e Energia da Assembleia da República, que estão de visita à Madeira, a líder regional socialista disse mesmo que a transferência da gestão regional para uma gestão nacional será um "retrocesso".

"Aquilo que a União Europeia se prepara para
fazer, pelos vistos com a concordância do Governo português, que é da mesma cor
política do Governo Regional, é a centralização da gestão dos fundos, o que,
para as Regiões Autónomas, neste caso a Madeira, é um retrocesso completo em
relação àquilo que aconteceu até hoje", afirmou Célia Pessegueiro, no Norte da ilha.

A socialista diz não entender esta "inversão" da União Europeia, mas também não compreende a "total ausência de reacção" do Governo
Regional, o qual, acusa de só reagir, em relação a várias matérias, "após
o prejuízo".

"Até agora, não se nota da parte de Miguel
Albuquerque qualquer esforço no sentido de fazer valer junto do Governo
nacional, que é da mesma cor política, esta vontade de não haver esta
centralização e de manter nas Regiões Autónomas a gestão dos fundos comunitários", vincou a presidente do PS-Madeira, críticas que são extensivas ao à inacção do chefe do
Executivo junto do Comité das Regiões, no sentido de sublinhar a importância de
as Regiões Autónomas manterem a autonomia na gestão do fundos. "Até parece que
não tem ido às reuniões do Comité das Regiões", reparou.

A socialista apontou o Ecocentro do Porto Moniz, um investimento da Câmara Municipal com recurso a
fundos comunitários, como um bom exemplo da
utilização dos dinheiros vindos da Europa, colocado no lado contrário a alegada fraude com fundos europeus,
designadamente no âmbito do PRODERAM.