A presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da
Madeira, Rubina Leal, recebeu hoje, dia 3 de Março, pelas 9 horas, em
audiência, o presidente da Comissão de Ambiente e Energia da Assembleia da
República (CAENE), Hugo Patrício Oliveira, assim como os restantes deputados
que integram a comissão, num total de 20 parlamentares.

O encontro decorreu no âmbito da visita de trabalho de uma
Delegação da CAENE à Região Autónoma da Madeira, tendo permitido um momento de
diálogo e partilha de perspetivas sobre matérias estratégicas nas áreas do
ambiente, energia e economia do mar.

Na ocasião, a presidente sublinhou a relevância da Autonomia no
percurso de desenvolvimento da Região, recordando que a Madeira viu o seu
Produto Interno Bruto per capita superar a média nacional, quando antes da
Autonomia se encontrava num nível muito inferior. Destacou que estes progressos
não são fruto do acaso, mas antes resultado de políticas delineadas com base
nas especificidades próprias de uma região insular e ultraperiférica.

Segundo nota à imprensa, Rubina Leal evidenciou ainda que a Autonomia tem permitido a
Portugal projetar melhor a sua identidade no espaço europeu e atlântico,
reforçando o posicionamento do País como Estado oceânico e estratégico, com
responsabilidades acrescidas na defesa do mar e das fronteiras externas da
União Europeia.

Sublinhando o peso geopolítico, científico, ambiental e económico
das Regiões Autónomas, defendeu que este deve ser sempre encarado
como uma mais-valia para a República no seu todo. Referiu igualmente que as
ilhas funcionam como plataformas avançadas no Atlântico e que a Madeira possui
ecossistemas únicos que contribuem para a riqueza ambiental nacional.

Rubina Leal alertou ainda para a importância do investimento
adequado, de forma a que as ilhas possam cumprir plenamente o seu potencial na
economia do mar, na luta contra a degradação dos oceanos, nas alterações
climáticas e na vigilância da costa.

Concluiu afirmando que “a Madeira é Portugal” e que o País será
tanto mais forte e robusto quanto mais reconhecer e valorizar a diversidade do
seu território e das suas gentes.