A prestação média do Rendimento Social de Inserção (RSI) na Madeira tem vindo a subir de forma consistente ao longo das últimas duas décadas, atingindo em 2025 o valor mais elevado desde o início da série. Os dados revelam não apenas uma trajectória de crescimento, mas também momentos de quebra e aceleração que ajudam a explicar a evolução social e económica da região. Contudo, numa leitura mensal – já com dados dos primeiros dois meses de 2026 – permite perceber que é preciso recuar a Junho de 2005 (1.888) para encontrar tão poucos beneficiários como os mais recentes, 2.026 em Fevereiro. Ou seja, é preciso recuar 20 anos e 9 meses, 249 meses, mais precisamente, para termos menos beneficiários.

Por isso, uma vez que é um tema ainda hoje alvo de muita polémica, uma vez que o RSI está associado a apoios a pessoas vulneráveis, quiçá das mais vulneráveis da nossa sociedade, importa questionar se os custos para os cofres públicos são assim tão relevantes para que seja colocado em causa? Optamos pela análise regional, uma vez que a Madeira é das regiões que melhor paga aos beneficiários - só Viana do Castelo, Vila Real e Viseu pagavam melhor em Fevereiro de 2026 - apesar de ser a Região/distrito que menos apoio financeiro dá por família. Além disso, é a quinta região que menos famílias tem na lista de apoios - apenas Évora, Guarda, Portalegre e Viana do Castelo contam menos - e só um distrito (Viana do Castelo) tem menos beneficiários individuais.