No seguimento das notícias ontem divulgadas sobre o padre e professor Manuel Ornelas, vários antigos alunos da escola da APEL irão concentrar-se hoje, às 19h30, na missa que o docente celebrará na paróquia de Santa Maria Maior, para demonstrar apoio face às queixas que tem sido alvo.
Em declarações ao DIÁRIO, um dos responsáveis pela iniciativa, afirmou que todos ficaram "surpreendidos com as notícias que vieram a público", destacando que o padre "sempre foi muito querido entre todos nós, uma pessoa brincalhona mas sem nunca exceder limites".
"Nenhum de nós concorda com o teor das notícias, muito menos com a forma como saíram a público", acrescentou. "Também não percebemos como a própria direcção da escola não defendeu o seu docente", sublinhou, reforçando que, por esses motivos, sentem-se motivados a apoiar alguém por quem nutrem grande proximidade e afecto.
De salientar também que, nas redes sociais, têm surgido várias manifestações de ex-alunos e fiéis a prestar solidariedade para com o professor e pároco Manuel Ornelas.
O docente e pároco Manuel Ornelas decidiu não comentar publicamente a denúncia apresentada por duas alunas da Escola da APEL, que alegam "comportamentos menos adequados" do professor. A situação tornou-se pública ontem à tarde, depois de uma publicação nas redes sociais a dar conta das queixas.
Contactado pelo DIÁRIO, o padre esclareceu que, seguindo a recomendação dos seus advogados, não se pronunciará sobre o assunto neste momento.
Na tarde de ontem, a direcção da escola assegurou que o caso está a ser tratado com a "máxima seriedade" desde o primeiro momento, tendo desencadeado os procedimentos internos para averiguação da situação, nomeadamente "a recolha de informação junto das partes envolvidas, garantindo sempre o respeito pelos princípios de confidencialidade, presunção de inocência e protecção dos alunos e restantes membros da comunidade educativa."
Também a Diocese do Funchal confirmou que já foi alertada para a averiguação interna da Escola da APEL e referiu que “aguardará o resultado dessa inquirição interna.”

