Vinda de Londres, mas natural de Xangai, Junyan Chen, deu hoje um autêntico festival de sonoridades ao piano, cumprindo a promessa de “um concerto que propõe uma viagem sonora por diferentes universos estéticos, épocas e linguagens musicais”, naquela que foi uma das actuações do XXXIX Festival de Música da Madeira.

O final da tarde e início da noite deste sábado, no Teatro Municipal Baltazar Dias, recebeu pois um recital da pianista nascida no ano 2000, executando a solo obras de François Couperin, Olivier Messiaen, Maurice Ravel e Amy Beach, cruzando o barroco francês, a modernidade do século XX e o lirismo pós-romântico, num percurso que explorou a riqueza expressiva, tímbrica e poética do piano.

O público presente, seguramente, deu por bem empregue o seu tempo e aplaudiu de pé a jovem pianista.