Carlos André Gomes,
presidente do Club Sport Marítimo, já reagiu através de um
comunicado, à decisão do Conselho de Disciplina da Federação de Andebol de
Portugal, organismo que decidiu atribuir à equipa do Marítimo da Madeira
Andebol SAD falta de comparência e derrota por 15-0, na partida que deveria realizar
frente ao FC Porto, na penúltima jornada, da fase regular do Campeonato Nacional
da 1.ª Divisão, em seniores masculinos, relegando os verde-rubros para o grupo
B, da fase final.

"A Marítimo Madeira
Andebol SAD não pode deixar de manifestar a sua posição relativamente à decisão
assumida pela Federação Portuguesa de Andebol na sequência dos acontecimentos
que impediram a nossa equipa de cumprir a deslocação para o encontro diante do Futebol Clube do Porto. No entendimento da Marítimo Madeira
Andebol SAD, a decisão tomada pela Federação não salvaguarda o interesse do desporto nem o bem-estar físico dos atletas,
criando ainda um precedente preocupante. A interpretação agora assumida pela
Federação estabelece que, em situações de comprovado impedimento de viagem, os
jogos não devem ser

reagendados, sendo aplicada de imediato a falta de comparência, uma posição que
o Marítimo não pode aceitar nem compreender", adiantam os verde-rubros no comunicado.

Mais à frente, o Marítimo recorda que "numa primeira abordagem ao processo, a própria Federação
Portuguesa de Andebol reconheceu a razão apresentada pelo Marítimo. No entanto,
esta sexta-feira, 13 de Março, foi comunicada uma decisão diferente, que no
entendimento do clube não defende o interesse desportivo".

Nesse sentido, "a Marítimo Madeira Andebol SAD considera essencial esclarecer os
factos", lembrando que "como é do conhecimento público, o encontro frente ao Vitória Sport
Clube, inicialmente agendado para 13 de Dezembro, foi adiado devido às
condições meteorológicas adversas que afectaram a Região Autónoma da Madeira". Este jogo "foi
posteriormente reagendado para o dia 25 de Fevereiro, em Guimarães, a contar
para a 5.ª jornada do Campeonato Placard Andebol 1. Após essa deslocação, a
comitiva regressaria à Madeira na manhã de 26 de Fevereiro. Contudo, devido aos
fortes ventos que afetavam o Aeroporto da Madeira Cristiano Ronaldo, o voo Lisboa–Funchal sofreu atraso e, depois de cerca de 40
minutos a sobrevoar a região na expectativa de melhoria das condições
atmosféricas, foi forçado a regressar a Lisboa. Já em Lisboa, a equipa foi reencaminhada para outro voo na mesma noite. Esse
voo também acabou por regressar a Lisboa após nova tentativa frustrada de
aterragem na Madeira, levando a que a comitiva apenas chegasse novamente à capital
portuguesa por volta das 2h30 do dia 27 de Fevereiro".

"Entre procedimentos
logísticos, recolha de bagagens, atribuição de alojamento e transporte, a
equipa apenas conseguiu dar entrada no hotel pelas 04h35. Após poucas horas de
descanso, regressou ao aeroporto, onde, na porta de embarque, foi informada do cancelamento do voo seguinte devido às mesmas condições
meteorológicas adversas na Madeira", conclui o comunicado do clube verde-rubro.