A Capitania do Funchal
divulgou, ao final da tarde deste domingo, um aviso de mau tempo para a Madeira,
de sinal 1, que foi recebido do Instituto Português do Mar e da Atmosfera
(IPMA).

Este aviso corresponde a vento
de força 8 (63 a 74 km por hora) ou superior começando no quadrante de
noroeste.

Face a este quadro de condições,
a Capitania recomenda aos proprietários e armadores das embarcações que adoptem
as devidas precauções por forma a garantirem a segurança das mesmas.

Outra nota assinada da
Capitania do Funchal, assinada pelo capitão-de-mar-e-guerra Bruno Ferreira
Teles, detalha os motivos dos avisos de vento forte, agitação marítima forte e
má visibilidade. Refere a seguinte situação geral do estado do tempo (vento e
mar) para a orla marítima, até às 18h00 horas locais de 2 de Março
(segunda-feira), referente ao arquipélago da Madeira: vento de norte/noroeste
bonançoso (13-19 km/hora) a moderado (20-30 km/hora), aumentando gradualmente
para fresco (31-39 km/hora) a muito fresco (40-50 km/hora) por vezes forte
(51-61 km/hora) a partir do início da manhã, aumentando para muito fresco a
forte por vezes muito forte (62-47 km/hora) a partir da tarde; visibilidade boa
a moderada, tornando-se temporariamente moderada a fraca, por vezes má durante
a manhã; a ondulação na Costa Norte será de quadrante Norte com 1,5 a 2,5
metros de altura, aumentando para 3 a 4 metros de altura a partir do início da tarde;
na costa Sul, ondas do quadrante Sul com 1 a 1,5 metros de altura, sendo ondas de
oeste/sudoeste com 1,5 a 2,5 metros de altura na parte Oeste e aumentando gradualmente
para 2,5 a 3,5 metros de altura a partir da tarde.

Face a este quadro geral,
a Capitania do Funchal recomenda a toda a comunidade marítima e à população em
geral para os cuidados a ter, tanto na preparação de uma ida para o mar, como
quando estão no mar ou em zonas costeiras, nomeadamente: reforçar a amarração e
manter uma vigilância apertada das embarcações atracadas e fundeadas; evitar
passeios junto ao mar ou em zonas expostas à agitação marítima, de que são
exemplo os molhes de protecção dos portos, arribas ou praias, evitando ser
surpreendido por uma onda; não praticar a actividade da pesca lúdica, em
especial junto às falésias e zonas de arriba frequentemente atingidas pela
rebentação das ondas, tendo sempre presente que nestas condições o mar pode
facilmente alcançar zonas aparentemente seguras.