Em contagem decrescente para o Dial Mundial da Obesidade,
celebrado a 4 de Março, Diogo Alves, personal trainer de profissão, abordou
esta doença crónica, que se caracteriza pelo excesso de gordura acumulada no corpo,
consequência de um desequilíbrio entre as calorias ingeridas e as que são
gastas.
Segundo um estudo publicado em Dezembro último, pela Escola Nacional de Saúde
Pública (ENSP), “um em cada sete portugueses com obesidade não reconhecem ter a
doença”, apesar da mesma representar “um importante factor de risco para mais
de 200 doenças e 13 tipos de cancro”.
“Quando pensamos em obesidade, temos em mente uma certa
imagem, de uma pessoa mais forte, com uma barriga maior. O que acontece é que a
distribuição da gordura muda de pessoa para pessoa. Pode ser considerada obesa,
sem ter o aspecto típico da obesidade”, começou por explicar Diogo Alves.
Apesar de reconhecer que Portugal já mudou a sua perspectiva
quanto a este problema de saúde pública, em termos práticos as pessoas fazem “menos
exercício e têm alimentos mais ricos em calorias disponíveis, o que
culmina num maior número de pessoas obesas”.
“Há certos sintomas e doenças que são causadas por excesso de gordura. Desde
problemas articulares no joelho, coluna anca, problemas metabólicos, diabetes,
colesterol e até cancro”, apontou o especialista em exercício físico.
A ideia defendida por largos anos, de que para emagrecer apenas é necessário
comer menos e fazer mais exercício, já não é tão linear e, “pode ser maléfico
para a saúde, no sentido que a pessoa pode comer muito pouco e treinar
demasiado.”
Segundo o treinador, esta estratégia vai levar à
desmotivação e, consequentemente, que a pessoa volte a comer de tudo, acabando
por recuperar o peso perdido.
A aposta certa reside num treino com critério, comer de forma adequada e
ajustada, para que seja um processo sustentável.
Diogo Alves não tem dúvidas de que o mais importante é
querer iniciar o processo e, para que isso aconteça é necessário, em primeiro
lugar, reconhecer que tem excesso de peso ou que já integra um quadro de
obesidade, tendo ensinado a calcular de forma simples o índice de massa
corporal (IMC), “o indicador mais utilizado pela comunidade médica e pelos
personal trainers”.
O cálculo é muito simples, basta dividir o peso pela altura ao quadrado. Uma
pessoa com 1,70 m e 70 kg, pode multiplicar a altura, 1,70 x 1,70, tendo um
resultado de 2,89. Agora divide o seu peso, neste caso os 70, pelos 2,89 e, obtém, desta forma, o valor do IMC de 24,22.
IMC = Peso (kg) / (Altura x Altura)
“A pessoa é
considerada com excesso de peso quando passa do valor 25, obesidade a partir do
30. Quando chega ao 40 é considerada obesidade grave ou passando o 35 e já
tendo alguma complicação como tensão alta, diabetes, entre outras condições", apontou.
Fique a saber por que razão a fome e a sensação de cansaço aumenta no início do processo de emagrecimento, se os números na balança reflectem sempre os
verdadeiros resultados e de que forma o treino de força pode fazer a diferença.
Quer dar o primeiro passo, mas tem receio das dificuldades do caminho, assista
à entrevista para ficar a par da mensagem do personal trainer “para ajudá-lo a
chegar lá”.